Brasileiros estão realmente surpreendendo no mundo cervejeiro!
Parece que encontramos afinal um meio em que a nossa ginga, esperteza e espiritualidade nós trás mais ganhos do que perdas. E a cervejaria Bodebrown, criada por Samuel Cavalcanti, é talvez o melhor expoente da criatividade brasileira nesse ramo.
Todas as cervejas que eles fazem são inusitadas! Todas são especiais no que tange o modo de pensar e transformar a concepção em realidade! Assim eles tentam quebrar os paradigmas do mundo cervejeiro, desafiando as receitas sagradas e por enquanto, saindo vitoriosos sempre.
Por isso, vamos dedicar quatro posts a cervejas feitas por eles. Esse é o primeiro, e fala da Rye Pale Ale. Teremos também uma Witbier, uma Session Abbey e uma fantástica Tripel. Todos os rótulos aqui foram produzidos para o Have a Nive Beer. Contudo, mesmo que você não encontre exatamente esses rótulos para vender, qualquer outro disponível vai proporcionar uma ótima experiência.
Sobre a Rye Pale Ale, a intenção era fazer uma releitura norte-americana da Pale Ale Inglesa. Por isso, eles adicionaram malte de centeio à receita e também um trio de lúpulo (Nelson Sauvin, Galaxy e Centennial) para proporcionar uma personalidade mais frutada e cheirosa.
No copo, a espuma é de fácil formação, cremosa e densa. A cor é âmbar, um pouco turva, com cara de não filtrada.
O aroma é levemente doce, com maltes e um pouco de lúpulo. No finalzinho, é possível sentir um abiscoitado tímido, proveniente do malte de centeio. Interessante equilíbrio, pois quando geralmente se faz cerveja seguindo a escola norte-americana, capricha-se no lúpulo, para que a cerveja fiquei com um aroma bem acentuado.
O líquido tem densidade média, com amargor bem equilibrado, seco e after taste amargo, com um floral delicado. De novo, o equilíbrio reina soberano aqui, o que garante um alto drinkability. A carbonetação é boa, e o único doce vem da característica do malte.
Não há sabor de álcool residual também. Quanto ao custo benefício, paguei R$ 19,00 a long neck, então considero mediano.
No geral, essa cerveja chama atenção pelo equilíbrio, pelo meio do caminho. Aqui, isso não representa uma indecisão e sim um profundo respeito por ambas as escolas (coisa meio rara no meio).
Sabor: 3
Aspectos gerais: 3
Custo/Benefício: 3
sábado, 30 de agosto de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
Tremendão do Paulo Ferro e o Reino da Cerveja da Regiane
Lembro que uma da vezes em que mais me surpreendi com uma cerveja foi no Pub irlandês Santa Brígida, em Gramado, quando eu tomei a Golden Ale deles. Era um Novembro frio, a música ambiente estava excelente (assim como a comida) e eu estava acompanhado do meu amor !
Pois bem, achei que a experiência de experimentar aquela cerveja, naquele ambiente, nunca se repetiria... e eu felizmente estava totalmente enganado! Em um Maio muito mais quente, sem a presença do meu amor (mas com ótima comida e excelente som - tava rolando um DVD do ZZ Top), experimentei a Tremendão do Paulo Ferro, um mestre cervejeiro aqui de Rio Claro, no Reino da Cerveja, bar de cervejas premium da sommelier Regiane Marchiori (sua mulher). Esse post é sobre essa experiência.
Quando cheguei ao Bar (para uma confraternização da empresa em que trabalho) fui recebido pela Regiane, que me disse que o Paulo (que já tinha me prometido levar umas cervejas dele) ia demorar um pouco para chegar. Após um tempo, chega o Paulo e abre uma Coffe IPA de sua autoria. Interessante receita seguindo a escola Britânica (minha preferida), mas que, com a adição do malte certo, ficou com um sabor de café, parecendo uma Stout. Eu achei a cerveja interessante - nunca tinha experimentado uma cerveja com essa combinação. Mas sinceramente, eu achei que ele podia mais... até ele me mostrar um "erro" que tinha cometido, misturando fermentos líquidos e em pó. E esse erro, caros leitores, é o motivo de eu me considerar tão sortudo por um raio poder cair duas vezes em um mesmo lugar !
A idéia da Tremendão era se basear na receita da Delirium Tremens, famosa cerveja belga que tem um elefante rosa no rótulo. Mas o que o "erro" causou ficou muito melhor do que eu poderia imaginar !
No copo, a cor é amarelo turvo, dourado. A espuma é de fácil formação, mas de pequena persistência. O aroma é uma das coisas mais impressionantes, levemente cítrico, com notas de queijo Caccio Cavalo, levemente doce. Sério... aroma com fundo de queijo!
O sabor é de uma cerveja belga, levemente doce, com abacaxi em compota. E é nessa hora que o aroma de queijo deixa de ser uma coisa estranha e passa a ser algo fantástico, pois a combinação lembra queijo com doce em compota (abacaxis e pêssego), com o final do gosto tem de amargor bem leve.
Apesar do alto nível alcoólico (mais de 11%), ele não é muito percebido. Para terminar com chave de ouro, outra surpresa... o retogosto tem um floral (o que é no mínimo impressionante, já que o que geralmente fica no aroma foi para o retrogosto).
Quanto ao custo benefício, ele não se aplica, pois eu ganhei de presente uma garrafa. Mas com certeza, ele seria bem alto, uma vez que a experiência é realmente espetacular.
Para fechar a noite, me deliciei com um New York Burger, presente no menu já algum tempo, e carro chefe da cozinha do Reino.
Se você for ao Reino, talvez não encontre o Paulo lá, e mesmo que encontre, talvez não ele não tenha mais dessa cerveja maravilhosa... Mas se um raio caiu duas, talvez caia três !
Sabor: 5
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: N/A
Pois bem, achei que a experiência de experimentar aquela cerveja, naquele ambiente, nunca se repetiria... e eu felizmente estava totalmente enganado! Em um Maio muito mais quente, sem a presença do meu amor (mas com ótima comida e excelente som - tava rolando um DVD do ZZ Top), experimentei a Tremendão do Paulo Ferro, um mestre cervejeiro aqui de Rio Claro, no Reino da Cerveja, bar de cervejas premium da sommelier Regiane Marchiori (sua mulher). Esse post é sobre essa experiência.
Quando cheguei ao Bar (para uma confraternização da empresa em que trabalho) fui recebido pela Regiane, que me disse que o Paulo (que já tinha me prometido levar umas cervejas dele) ia demorar um pouco para chegar. Após um tempo, chega o Paulo e abre uma Coffe IPA de sua autoria. Interessante receita seguindo a escola Britânica (minha preferida), mas que, com a adição do malte certo, ficou com um sabor de café, parecendo uma Stout. Eu achei a cerveja interessante - nunca tinha experimentado uma cerveja com essa combinação. Mas sinceramente, eu achei que ele podia mais... até ele me mostrar um "erro" que tinha cometido, misturando fermentos líquidos e em pó. E esse erro, caros leitores, é o motivo de eu me considerar tão sortudo por um raio poder cair duas vezes em um mesmo lugar !
A idéia da Tremendão era se basear na receita da Delirium Tremens, famosa cerveja belga que tem um elefante rosa no rótulo. Mas o que o "erro" causou ficou muito melhor do que eu poderia imaginar !
No copo, a cor é amarelo turvo, dourado. A espuma é de fácil formação, mas de pequena persistência. O aroma é uma das coisas mais impressionantes, levemente cítrico, com notas de queijo Caccio Cavalo, levemente doce. Sério... aroma com fundo de queijo!
O sabor é de uma cerveja belga, levemente doce, com abacaxi em compota. E é nessa hora que o aroma de queijo deixa de ser uma coisa estranha e passa a ser algo fantástico, pois a combinação lembra queijo com doce em compota (abacaxis e pêssego), com o final do gosto tem de amargor bem leve.
Apesar do alto nível alcoólico (mais de 11%), ele não é muito percebido. Para terminar com chave de ouro, outra surpresa... o retogosto tem um floral (o que é no mínimo impressionante, já que o que geralmente fica no aroma foi para o retrogosto).
Quanto ao custo benefício, ele não se aplica, pois eu ganhei de presente uma garrafa. Mas com certeza, ele seria bem alto, uma vez que a experiência é realmente espetacular.
Para fechar a noite, me deliciei com um New York Burger, presente no menu já algum tempo, e carro chefe da cozinha do Reino.
Se você for ao Reino, talvez não encontre o Paulo lá, e mesmo que encontre, talvez não ele não tenha mais dessa cerveja maravilhosa... Mas se um raio caiu duas, talvez caia três !
Sabor: 5
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: N/A
Abbage d'Aulne Blonde de Peres
Já falamos da Cervejaria Brasserie du Val de Sambre aqui em outro post. Nesse vamos falar de outra cerveja dessa antiga cervejaria belga.
Seguindo a mesma linha da Tiple, a Blonde deles também é bem equilibrada.
No copo, é amarelo ouro. A espuma é de fácil formação e densa. O aroma é de malte, com fundo levemente azedo, um pouco de álcool.
Como dissemos, o sabor é bem equilibrado, mas puxado para o doce. É bem pouco lupulada e pouco amarga. Uma receita belga clássica, com altíssimo drinkability.
Apesar de não ter um teor alcoólico muito grande (6%), ele pode ser sentido.
Ótimo exemplar de uma boa cerveja belga, porém não senti nada de especial. Quanto ao custo benefício, considero médio-baixo, um vez que paguei R$ 18 a longneck.
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: 2
Seguindo a mesma linha da Tiple, a Blonde deles também é bem equilibrada.
No copo, é amarelo ouro. A espuma é de fácil formação e densa. O aroma é de malte, com fundo levemente azedo, um pouco de álcool.
Como dissemos, o sabor é bem equilibrado, mas puxado para o doce. É bem pouco lupulada e pouco amarga. Uma receita belga clássica, com altíssimo drinkability.
Apesar de não ter um teor alcoólico muito grande (6%), ele pode ser sentido.
Ótimo exemplar de uma boa cerveja belga, porém não senti nada de especial. Quanto ao custo benefício, considero médio-baixo, um vez que paguei R$ 18 a longneck.
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: 2
Sobre a Brahma Comary e a Copa
Muito se falou nas últimas semanas sobre a Brahma feita com cevada
plantada na Granja Comary, sede de treinamento da Seleção Brasileira de Futebol para a
Copa do Mundo de 2014. Houve o tal jornalista dizendo que não viu nenhumacevada plantada lá; houve a notificação feroz da Anheuser-Busch InBev ao site
Brejas tentando se explicar, e houveram vários internautas tentando fazer
cálculos e estimativas para tentar avaliar se seria possível plantar toda
aquela cevada ali. Até o CONAR vai iniciar uma investigação...
O fato é que, sendo cevada plantada na Granja Comari ou não,
continua sendo a mesma Brahma, com seus eficientes 45% de milho, e sua alcunha de
cerveja do trabalhador. Mas há algo nessa edição que faz toda a diferença para
o Brasileiro: ela é cara! E brasileiro adora pagar caro nas coisas.
Pagamos caro nas cervejas-lixo que são produzidas aqui,
pagamos caro nos estádios da copa, pagamos caro em reforma de estradas, pagamos
caro em hospitais fantasmas, pagamos caro em escolas-presídios. Pagamos caro a
cada dois anos, quando em Outubro, tratamos nossa política como piada e usamos
a nossa única vantagem com total displicência.
Acredito que Brasileiro adora pagar caro nas coisas para poder continuar tendo a desculpa eterna de que o nosso sistema tributário
é o que nos "mata" (sendo que, sempre que possível, arruamos aquele recibo com um
médico "amigo" para deduzi-lo na declaração). Há uma necessidade inerente em todo
brasileiro em burlar as regras e fazer as coisas do jeito errado que me faz
achar que a nação brasileira não passa de um adolescente perdido e amedrontado,
frente às responsabilidades da vida adulta que o aguarda. Adolescentes são
cheios de ideias mirabolantes, planos faraónicos, inconformismos com as regras
e principalmente cheios de desculpas! E adoram pagar caro nas coisas!
Mais: nós temos em nossa história uma síndrome de patinho
feio – excluído e manipulado pelos grandes patos. Nossa colonização foi com o a
“rapa do tacho” da bacalhoada, nossa independência foi “forjada” pela Rainha,
nossa sistema de educação foi imposto pelos queijos e vinhos capitalista, nosso golpe
militar foi forçado pelo Tio Sam e nossa recente democracia, aquela dos “caras
pintadas”, foi articulada pela elite do Plim-Plim.
Nós pagamos caro como uma compensação de auto-estima
nacional, para nos mostrar que se temos todo esse capital, um dia quem sabe,
com muito esforço, seremos um grande pato. Porém, hoje, pagar caro é nossa única
decisão verdadeira!
Pagamos caros nas coisas porque somos
adolescentes frustrados, manipulados, inconformados, acomodados e iludidos. Por
isso que eu acredito que a Brahma com cevada da Granja Comary é a cerveja
perfeita para a Copa do Mundo da FIFA de 2014 – afinal de contas ela É como a
Copa... Uma ilusão cara, feita de mais do mesmo, que amanhã vai nos dar uma
imensa dor de cabeça!
terça-feira, 29 de abril de 2014
Biritis Vienna Lager
Cacilds !
Até o Mussum agora tem cerveja ! E feita pela fantástica cervejaria Dortmund (a qual já falei aqui sobre a estupenda White IPA). Eu só não entendi porque "Ampolis" aparece com se fosse o fabricante !
Eu tenho um certo receio quando uma cerveja tenta usar alguma imagem "famosa" para se promover. Eu tenho visto mais fracassos (A brown Ale dos Titans, feita pela Colorado, me deixou extremamente desapontado, e nem vou comentar a Bavaria do Jorge & Mateus) do que acertos. Cerveja boa não precisa usar subterfúgios como esses para ficar famosa, mas também entendo que, no Brasil, tudo é festa que acaba em pizza, logo...
Mas essa cerveja não foi um erro, ela foi um acerto. Ela não é excepcional, mas é melhor do que muita coisa que está no mercado !
No copo, ela tem uma cor amarelo escuro, meio turva, puxado para o vermelho. A espuma de difícil formação.
No nariz, o aroma é suave de café, caramelos e bem abiscoitado abiscoitado (ponto super positivo). Achei também um resquício de grãos, parecido com as Ales Inglesas. O sabor tem amargor médio e nada doce. O aftertaste é suave mas meio aguado. Na verdade, esse foi o meu descontentamento com a cerveja. Os fabricantes fazem isso para que o drinkability seja mais próximo das falsas Pilsners brasileiras. Essa cerveja deveria ter um final seco, direto, reto. Ai ela seria excepcional ! Mas a média do Brasileiro não ia gostar, e blá, blá, blá !
No geral, eu tomaria várias em uma noite - é um salto quântico se comprado com Skoll, Bhrama e essas outras bebidas de milho, mas ainda não chegou perto das outros rótulos da própria Dortmund ! Quanto ao custo benefício, não posso avaliar pois ganhei de presente da minha irmã, Tamires !
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 2
Custo Benefício: N/A
Até o Mussum agora tem cerveja ! E feita pela fantástica cervejaria Dortmund (a qual já falei aqui sobre a estupenda White IPA). Eu só não entendi porque "Ampolis" aparece com se fosse o fabricante !
Eu tenho um certo receio quando uma cerveja tenta usar alguma imagem "famosa" para se promover. Eu tenho visto mais fracassos (A brown Ale dos Titans, feita pela Colorado, me deixou extremamente desapontado, e nem vou comentar a Bavaria do Jorge & Mateus) do que acertos. Cerveja boa não precisa usar subterfúgios como esses para ficar famosa, mas também entendo que, no Brasil, tudo é festa que acaba em pizza, logo...
Mas essa cerveja não foi um erro, ela foi um acerto. Ela não é excepcional, mas é melhor do que muita coisa que está no mercado !
No copo, ela tem uma cor amarelo escuro, meio turva, puxado para o vermelho. A espuma de difícil formação.
No nariz, o aroma é suave de café, caramelos e bem abiscoitado abiscoitado (ponto super positivo). Achei também um resquício de grãos, parecido com as Ales Inglesas. O sabor tem amargor médio e nada doce. O aftertaste é suave mas meio aguado. Na verdade, esse foi o meu descontentamento com a cerveja. Os fabricantes fazem isso para que o drinkability seja mais próximo das falsas Pilsners brasileiras. Essa cerveja deveria ter um final seco, direto, reto. Ai ela seria excepcional ! Mas a média do Brasileiro não ia gostar, e blá, blá, blá !
No geral, eu tomaria várias em uma noite - é um salto quântico se comprado com Skoll, Bhrama e essas outras bebidas de milho, mas ainda não chegou perto das outros rótulos da própria Dortmund ! Quanto ao custo benefício, não posso avaliar pois ganhei de presente da minha irmã, Tamires !
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 2
Custo Benefício: N/A
sábado, 26 de abril de 2014
Gulpener Korenwolf Witbier
Witbier são as melhores cervejas para se beber no Brasil... sabe aquela história de que Brasileiro gosta de Pislner porque é uma cerveja mais leve, por causa do clima, e blá? Então... Brasileiro gosta de Pilsner porque é barata... se fosse por causa do calor e "talz", a cerveja preferida aqui seria Witbier.
Essa receita tem origem belga e leva somente 50% de cevada de trigo em sua composição. E quase sempre leva alguma fruta cítrica para equilibrar o doce do trigo (geralmente, raspas de casca de laranja). No Brasil, é fácil de encontrar (bares e supermercados) a Hoegaarden, talvez a mais famosa marca dessa receita.
A Cervejaria Holandesa Gulpener fabrica uma cerveja sob essa receita que é uma das melhores que já exeperimentei, ainda melhor que a Hoegaardem.
Em sua composição, alem dos ingredientes normais, vai um variação de trigo vermelho, chamado Espelta e centeio, alem de ervas aromática e flor de sambucus. (Veja que essa receita não leva as frutas cítricas tão comuns nas receitas padrão).
No copo, tem uma cor amarela bem turva. No nariz o aroma é caramelado, com início doce e final levemente amargo. Na boca, ela é aveludada, mas não é pesada (pelo contrário... é bem refrescante). O sabor do cítrico dá lugar a um azedinho no final, o que torna o "drinkability" muito alto, fazendo com que ela seja uma cerveja leve e saborosa. É bem pouco carbonetada e quase nada alcoólica.
No geral, é uma cerveja excelente... se tomada no verão, à beira da piscina, com uma salada de folhas verdes e molho rosé, fica imbatível ! Quanto ao custo benefício, paguei R$ 18 por uma long neck, mas já achei em alguns lugares por preços mais em conta (mas não vai custar menos que R$15).
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 4
Essa receita tem origem belga e leva somente 50% de cevada de trigo em sua composição. E quase sempre leva alguma fruta cítrica para equilibrar o doce do trigo (geralmente, raspas de casca de laranja). No Brasil, é fácil de encontrar (bares e supermercados) a Hoegaarden, talvez a mais famosa marca dessa receita.
Em sua composição, alem dos ingredientes normais, vai um variação de trigo vermelho, chamado Espelta e centeio, alem de ervas aromática e flor de sambucus. (Veja que essa receita não leva as frutas cítricas tão comuns nas receitas padrão).
No copo, tem uma cor amarela bem turva. No nariz o aroma é caramelado, com início doce e final levemente amargo. Na boca, ela é aveludada, mas não é pesada (pelo contrário... é bem refrescante). O sabor do cítrico dá lugar a um azedinho no final, o que torna o "drinkability" muito alto, fazendo com que ela seja uma cerveja leve e saborosa. É bem pouco carbonetada e quase nada alcoólica.
No geral, é uma cerveja excelente... se tomada no verão, à beira da piscina, com uma salada de folhas verdes e molho rosé, fica imbatível ! Quanto ao custo benefício, paguei R$ 18 por uma long neck, mas já achei em alguns lugares por preços mais em conta (mas não vai custar menos que R$15).
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 4
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Capt'n Crompton's Pale Ale
Esse post é sobre um rótulo da cervejaria Epic Brewing Company, fundada pelos amigos David Cole and Peter Erickson, e pelo metre cerverjeiro Kevin Crompton.
Seguindo a escola americana, a Capt'n Crompton's Pale Ale tem generosas adições dos lúpulos Cascade, Mt. Hood e Centennial, e tem "dry-hopping" com o Cascade. Quanto ao malte, a predominância é do Maris Otter.
No copo, a cor é âmbar pálida e a espuma é densa e muito bonita ! No nariz, o aroma do lúpulo Cascade, com um fundo abiscoitado, é bem redondo e refrescante.
Na boca, parece algumas IPA mais fracas, pois a adição de lúpulo é bem grande (Pale Ales não costumam ter tanto amargor no sabor e tanto aroma quanto essa).
No geral, é uma cerveja muito boa. Quanto ao custo benefício, não pude avaliar pois foi presente do meu querido amigo Lucas Magalhães !
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: N/A
Seguindo a escola americana, a Capt'n Crompton's Pale Ale tem generosas adições dos lúpulos Cascade, Mt. Hood e Centennial, e tem "dry-hopping" com o Cascade. Quanto ao malte, a predominância é do Maris Otter.
No copo, a cor é âmbar pálida e a espuma é densa e muito bonita ! No nariz, o aroma do lúpulo Cascade, com um fundo abiscoitado, é bem redondo e refrescante.
Na boca, parece algumas IPA mais fracas, pois a adição de lúpulo é bem grande (Pale Ales não costumam ter tanto amargor no sabor e tanto aroma quanto essa).
No geral, é uma cerveja muito boa. Quanto ao custo benefício, não pude avaliar pois foi presente do meu querido amigo Lucas Magalhães !
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: N/A
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