domingo, 26 de maio de 2013

Hofbräuhaus Dunkel

A cervejaria Hofbräuhaus foi fundada em 1859 pelo então atual Duque da Bavária Wilhem V, que estava insatisfeito com a cerveja feita em Munique e tinha que importar de outros lugares.

Para evitar o custo alto da importação, recrutou o mestre cervejeiro Heimeran Pongaz, até então metre cervejeiro do mosteiro de Geisenfeld para planejar e construir uma cervejaria nova que atendesse à necessidades do Duke. Hofbräuhaus pode ser traduzido do alemão como "Cervejaria do Duke".A primeira cerveja fabricada na cervejaria foi o tipo Dunkel, pois naquela época, cervejas escuras eram muito mais comuns do que cervejas claras (na região).

No copo, ela tem uma cor vermelho bem escuro, e sua espuma é bem densa, de difícil formação (como era de se esperar).

No nariz, ela tem um aroma de ameixas doces bem característicos das cervejas Dunkel. Seu sabor é leve e pouco amargo, doce de maneira bem equilibrada. Ela é bem mais leve do que eu esperava, se comparada com outras Dunkel que já publiquei aqui no Blog. Isso faz com que o seu drinkability seja bem alto. Sua carbonetação é média com pouquíssima acidez. 

Quanto ao custo benefício, eu considero alto. Uma garrafa de 500 ml custou R$ 12,00 no supermercado.

No geral, é uma cerveja gostosa e se for bebida gelada, deve agradar a maioria das pessoas (porque ela é "docinha").

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 3

Custo-benefício: 4



Shepherd Neame Double Stout

O post de hoje é sobre uma Double Stout proveniente da cervejaria mais antiga da Inglaterra. Ou seja... não tem com ser ruim !

A cervejaria Shepherd Neame foi fundada em 1698, em Faversham e desde lá, usa a mesma água e os mesmos ingredientes para fabricar suas cervejas. Porém, como eles mesmo dizem em seu site, com processos usando tecnologias do século 21.

A Double (com o dobre de malte e lúpulo que a receita original) é bem famosa por ser um a cerveja clássica, sem muitas surpresas. Ou seja, é gostosa e pronto. É fabricada em toneis de carvalho inglês com o uso do lúpulo East Kent Golding, que é a assinatura da cervejaria a muito tempo. E ela só está disponível entre 25 de Fevereiro a 24 de Março de cada ano.

A espuma é de difícil formação, bem densa. O líquido é negro brilhante e sem nenhuma outra cor de fundo.

No nariz, o aroma de café é bem forte, e já demarca quase toda a experiência posterior.

Na boca, o líquido é bem aveludado e os sabores de café e cacau e maltes torrados são bem pronunciados. A cerveja é seca e com aftertaste delicado, que em sua totalidade é um pouco ácido com uma leve azedo.

Quanto ao custo benefício, é bom. Paguei R$ 19,00 em uma garrafa de 500 ml.

No geral, é uma cerveja forte de sabor (mas não tanto de álcool... tem 5,2%), indicada para dias frios e acompanhar doces bem doces. É um pouco mais forte que a Guinness e mais fraca que a Bavik Petrus Oud Bruin.

Sabor: 3

Aspecto Geral: 3

Custo Benefício: 3

Mikkeller Pale Ale para o Have a Nice Beer

Esse post é sobre uma cervejaria fantasma !

Mas antes que alguém pense que essa é uma daquelas cervejarias antigas, no subsolo de alguma caverna, rodeada por lendas etc... não, não é o caso !

Cervejarias fantasmas (ou itinerantes, ou ciganas) são aquelas que não tem um prédio fixo. Na verdade, a cervejaria é formada somente pelo mestre cervejeiro, que desenvolve receitas e as faz em outras cervejarias em todo o mundo.

A prática está ficando tão comum "fábricas" tem sido levantadas somente para oferecer o serviço de fazer a cerveja que você quiser (se você arcar com os custos e talz...)

A história da Mikkeller começou quando Mikkel Borg Bjergsø (até então professor de matemática e física), influenciado por algumas cervejas que experimentou, formou um clube de cervejeiros. Posteriormente, se juntou com seu amigo Kristian Klarup Keller e formou a Mikkeller (junção do primeiro nome de um com o último nome do outro).

A Pale Ale que eles fizeram especialmente para o site Have a Nive Beer é produzida na cervejaria De Proef Browerij, na Bélgica.

Quando ela é colocada no copo, ela tem uma cor amarelo bem turvo e fosco. Sua espuma é de fácil formação e bem pouco densa. 

No nariz, o primeiro aroma é de laranja, seguido de outras frutas cítricas. O aroma tem um fundo doce bem delicado.

O sabor é bem lupulado, com amargor médio e seco. Tem uma acidez leve de média carbonatação. No aftertaste, alem de mangas e pêssegos (de maneira bem suave) sente-se um malte leve (que parece o da cerveja Pilsen Brasileira). Isso equilibra bastante o dinkability, que é bem alto (para os que já estão acostumados com cervejas um pouco mais amargas). Quase não há álcool nenhum no sabor (5%). 

Quanto ao custo benefício, pelo site ela custo R$ 19,00 com frete. Preço que acho alto por uma long-neck mas ainda não é abusivo !

No geral, é uma Pale Ale um pouco mais amarga do que eu imaginaria, com mais personalidade. Ótima para o verão e para acompanhar um bom Parmesão (na verdade, metade da degustação foi junto de um Faixa Azul). Recomendado !

Sabor: 4

Aspecto Geral: 4

Custo Benefício: 3

domingo, 7 de abril de 2013

Way Beer Single Hop Summit

Mestres cervejeiros usam geralmente mais de um tipo de lúpulo para cada receita. Há lúpulos que são específicos para o sabor, outros para o aroma e outros ainda para a técnica de Dry Hopping (que consiste em adicionar mais lúpulo à cerveja para uma dose extra de aroma).

Porém, uma outra possibilidade (que tem se tornado muito comum lá fora) é usar a mesma receia base e usar apenas um tipo de lúpulo ao longo de todo o processo de produção.

A vantagem dessa técnica, conhecida como Single Hop, é conseguir sentir a influência única de cada lúpulo na cerveja, contribuindo para o aprendizado sobre cerveja, e mais importante, produzindo rótulos com assinatura única de sabor e aroma.

A Way Beer (cervejaria nacional da cidade de Pinhais, na área metropolitana de Curitiba - PR) apresenta uma linha com 4 Single Hop: Cascade, Amarillo, Citra e Summit (esse último criado especialmente para o site Have a Nice Beer, que foi por onde eu consegui o rótulo do post de hoje).

A Way Beer Single Hop Summit usa o lúpulo americano Summit, lúpulo "novo" (pois só é cultivado desde 2003) conhecido por lúpulo "anão". Ainda por ser novo, a opinião sobre esse lúpulo não está totalmente estabelecida.

No copo, esse rótulo tem espuma de fácil formação e bem densa. Sua cor é um amarelo escuro, com um fundo puxado para o cobre. A cor é bem interessante: não chega a ser "turva" mas também não é uma cor totalmente "limpa".

O aroma tem um floral simples e bem elegante. Não é exagerado mas está presente, com um fundo levemente doce. Tudo bem que eu prefiro um floral mais marcado, mas antes não ter nada (como as cervejas nacionais comerciais) e ter esse... fico com esse.

O sabor é bem de lúpulo americano, como as Brookling, mas tem  notas de maracujá, o que  é um divertimento extra e tipicamente brasileiro (ponto super positivo) !

Ainda sobre o sabor, é importante dizer que, apesar do fundo do aroma ser levemente doce, o sabor não é... características das cervejas americanas e bem lupuladas. Porem, o amargor é bem equilibrado, o que não deve causar tanto estranhamento para as pessoas que estão acostumadas apenas com cervejas comerciais.

No geral, é uma cerveja gostosa, com um bom drinkablity (daria para tomar várias... não fosse o preço). Por falar em preço, o custo benefício é médio-alto. Paguei R$ 17,50 com frete em uma long neck.

Vale conferir !

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 3

Custo benefício: 3


domingo, 24 de março de 2013

Aulne Abbey (ADA) Triple Blonde 8°

As pessoas que acham que o pais de maior tradição cervejeira é a Alemanha se enganam... agente só acha isso pois o tipo de cerveja mais consumida no Brasil (American Lager) é vendido aqui erroneamente como o nome de Pilsen, nome que homenageia uma região da Bavária, a qual se origina o tipo de Cerveja Pislner, o mais comum na Alemanha e República Tcheca !

Que confusão, não ? Mas o importante de tudo isso é o que pais com maior tradição cervejeira é a Bélgica !    (apesar de eu achar que é a Inglaterra...) e é de lá que vem o rótulo do post de hoje !

Trazida com muito custo e muita demora pelo Have a Nice Beer, com certeza a experiência valeu a espera (alem de poder dizer que esse rótulo é quase exclusivo, e não há importadoras que a trazem para o Brasil de maneira freqüente) !

Cervejas Tripple são aquelas em que o mestre cervejeiro coloca três vezes mais malte do que a receita original. Essa denominação não depende do tipo de cerveja em que está se fazendo, mas geralmente traz as mesmas características: a cerveja fica um pouco mais doce e com um pouco mais de álcool: mais malte, mais  fermentação feitas pela levedura.
Seguindo essa linha, a Cervejaria do Vale de Sambre nos apresenta um produto fantástico, com a personalidade típica das cervejas belgas. No copo, sua espuma é densa e de fácil formação. A cor é um amarelo escuro (mas não turvo) com fundo de tons avermelhados. É bem bonita a cor !

A degustação começou a 0,5°C pois aqui em Rio Claro fez um belo calor no dia de hoje. O ideal é degustar a uma temperatura um pouco mais alta (8° C), pois as papilas gustativas não adormecem. Para ver como ela se comportava na temperatura mais alta, esperei um pouco entre o primeiro e o segundo copo.

O aroma é bem leve. Tem notas cítricas, com predominância de laranjas. O primeiro gole traz um sabor muito parecido com cervejas de trigo (WeissBeer) mas sem o sabor de banana e tutti-frutti. Isso são as três adições de malte se manifestando. A propósito, é impressionante o quanto essa cerveja é equilibrada entre o doce e o amargo (o que é bem difícil em cervejas Tripple). Quase não tem amargor (nem residual).

Quanto ao álcool, é impressionante como ele não é sentido (pois são 8°) no sabor. Você só sente que bebeu uma cerveja forte quado tenta levantar da cadeira !! Ai você percebe o quanto ela é forte !

Quanto ao custo benefício, paguei aproximadamente R$ 18 em uma long neck, o que considero médio.

No geral, é uma cerveja excelente, mas perigosa.. se você tomar algumas pode ser que não consiga voltar para casa !

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 3

Custo Benefício: 3

sábado, 9 de março de 2013

Brains Dark

Esse post é sobre um dos mais conhecidos rótulos do Pais de Gales, a Branis Dark.

No passado, essa cerveja era conhecida como "Dragão Vermelho" e sempre foi muito apreciada pelos trabalhadores das docas.

Ela é considerada uma Cask Ale - cervejas que geralmente são servidas em barris, sem adição de nitrogênio ou gás carbônico. Ela também é não pasteurizada e não filtrada.

No copo ela é escura (com fundo avermelhado). Espuma de difícil formação, porém bem densa.

No nariz o aroma é leve, de maltes torrados e licor de café . É bem simples e direto, mas bem equilibrado. O sabor também é bem leve (para uma cerveja preta). Tem traços de café, chocolate bem amargo. O lúpulo é equilibrado, fazendo com que a doçura seja apenas uma lembrança no gosto residual. É mais saborosa que a Guiness, e um pouco menos amarga.

O teor alcoólico é baixo (4,1%) o que não deixa sabor residual de álcool na boca e permite que se tome mais de uma tranquilamente.

Degustei junto com a fantástica Carne Maluca da minha amada Fernanda. Impressionante é que a falta de doçura da cerveja é compensada pela leve doçura dessa receita (que é feita com lagarto, tomates e azeitonas pretas). O casamento é perfeito !

Quanto ao custo benefício, eu paguei aproximadamente R$ 18,50 no site Have a nice beer !

No geral, é gostosa (mas eu achei que não tem nada de muito especial). Portanto, beba somente se for curioso ou se estive no país da Gales (porque lá deve ser bem mais barato...)

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 3

Custo

 

Fuller´s IPA

A Fuller´s IPA é uma cerveja sazonal que a Fuller´s, portanto, achá-la em lojas em sempre um golpe de sorte. O que é uma pena, pois esse rótulo é impressionante do aroma e no sabor... mais uma amostra da perfeição com que a Fuller´s faz suas cervejas.

Fabricada tradicionalmente com maltes e lúpulos ingleses, como Goldings, Fuggles e Target, a cerveja Índia Pale Ale da Fuller’s é fiel à tradição deste tipo de cerveja, originalmente desenvolvido para sobreviver à longa e incerta viagem até a Índia (onde residia parte da realiza britânica na época da colônia). 

Depois da maturação na cervejaria, é refermentada em garrafa para garantir o sabor mais fresco e enfrentar os rigores do embarque e armazenamento.

No copo, ela tem uma cor amarelo, com fundo cobre e sua espuma é de fácil formação e bem pouco densa.  

No nariz, há um incrível aroma de figos em compota e laranjas azedas, somado com o sabor abiscoitado, comum das IPA. O sabor é leve (para uma IPA), bem puxado para o café e bem menos amargo do que eu imaginava. Comparado com a Fuller´s London Pride, o sabor é mais leve e um pouco mais lupulada.

O custo benefício é médio-alto: paguei R$ 20 na Barraca Mineira, em Rio Claro.

No geral, é uma cerveja excelente, com um aroma bem desenvolvido e divertido. Beberei mais vezes !

Sabor: 4

Aspectos Gerais: 4

Custo Benefício: 4