E para terminar o "baba-ovo" que foram os posts sobre a Bodebown (eu sei, vire fã), esse é sobre a potente Ego Tripel!
Do dicionário online, Ego: sm (lat ego) Psicol - Experiência que o indivíduo possui de si mesmo, ou concepção que faz de sua personalidade; em psicanálise, apenas a parte da pessoa em contato direto com a realidade, e cujas funções são a comprovação e a aceitação dessa realidade.
Com essa inspiração, Samuel (Bodebrown) juntamente com o amigo Greg Murer (Berillium Erbium Brewery, Belgica) e cervejeiros da Great Divide nos trazem essa jóia belga, poderosa e inteligente. Poderosa pois tem 10% de graduação alcoólica. Inteligente pois usa alem do malte de cevada, um pouco de malte de trigo para equilibrar as coisas.
O líquido é amarelo-rubro, escuro e limpo. Sem espuma - totalmente. No nariz, um aroma leve, quase não lupulado (como geralmente as Belgas são) e com fundo doce. O sabor é doce e alcoólico - bem direto ao ponto! É uma cerveja para beber pouco pelo álcool e muito pelo equilíbrio (você tem que escolher e tentar a sorte...). Acredito que a maioria vai escolher "beber muito"! Heheh!
No geral, é uma ótima belga, poderosa e equilibrada. Quanto ao custo benefício, paguei R$ 18,00 no site Have a Nive Beer. Considero então médio!
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo/benefício: 2,5
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
sábado, 31 de janeiro de 2015
Bodebown Witbier
Aaahhh, o verão! Sol, calor, sede... Nada como ter uma ótima cerveja para acalentar nossos desejos gelados de refrescância e relaxamento!
E quem pensou em um Brahma ou uma Skol trincando... não entendeu o que eu disse: eu disse "CERVEJA"!
E para aqueles que defendem que essas american lager (não, elas não são Pilsen, como o rótulo diz) são ideais pois são leves e "fáceis" de beber, eu tenho uma só palavra: Witbier!
Já publiquei sobre esse tipo em vários posts aqui no blog... e hoje vou contar minha experiência degustando a Witbier da Bodebrow (em minha opinição, talvez a melhor cervejaria naciaonal).
Preparada pelo cervejeiro Samuel Cavalcanti, alem dos componentes tradicionais, leva semente de coentro. Isso faz com que o sabor fique um pouco mais complexo, sem perder o frescor... assim todos fica felizes (novatos e experenciados).
Cor amarelo dourado, espuma de fácil formação mas pouca persistência. Devido à levedura usada para cervejas que têm trigo, tem um residual particulado que dá uma impressão de não ser filtrada.
No nariz predomina o aroma da levedura (muito bom por sinal). É talvez mais mais belga das Witbier que já tomei, pois fica um fundo de Ales Belga inconfundível. Outra coisa: quase não se percebe o aroma de qualquer fruta cítrica, normal nas receitas tradicionais. O aroma também é levemente mais lupulado do que eu esperava.
O sabor é muito equilibrado - é uma cerveja para tomar várias (se seu bolso permitir). Tem um fundo doce de banana e côco, com final levemente amargo do lúpulo belga. Só para quebrar o doce do trigo que geralmente é resultado da ação da levedura. O lúpulo acaba fazendo o papel que a laranja faria na receita tradicional, equilibrando tudo e trazendo um "aftertaste" moderno e convidativo.
A carbonetação é ok, sem exageros e sem deixar a cerveja "xôxa" e o nível alcóolico é médio (5,2%), o que não deixa nenhum sabor residual. Quanto ao custo benefício, paguei R$ 18,00 a long neck no site Have a Nice Beer.
No geral, é uma cerveja excelente para o verão brasileiro, acompanhando saladas com queijo parmesão ou gorgonzola ou simplesmente matando a sede!
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo-benefício: 3
E quem pensou em um Brahma ou uma Skol trincando... não entendeu o que eu disse: eu disse "CERVEJA"!
E para aqueles que defendem que essas american lager (não, elas não são Pilsen, como o rótulo diz) são ideais pois são leves e "fáceis" de beber, eu tenho uma só palavra: Witbier!
Já publiquei sobre esse tipo em vários posts aqui no blog... e hoje vou contar minha experiência degustando a Witbier da Bodebrow (em minha opinição, talvez a melhor cervejaria naciaonal).
Preparada pelo cervejeiro Samuel Cavalcanti, alem dos componentes tradicionais, leva semente de coentro. Isso faz com que o sabor fique um pouco mais complexo, sem perder o frescor... assim todos fica felizes (novatos e experenciados).
Cor amarelo dourado, espuma de fácil formação mas pouca persistência. Devido à levedura usada para cervejas que têm trigo, tem um residual particulado que dá uma impressão de não ser filtrada.
No nariz predomina o aroma da levedura (muito bom por sinal). É talvez mais mais belga das Witbier que já tomei, pois fica um fundo de Ales Belga inconfundível. Outra coisa: quase não se percebe o aroma de qualquer fruta cítrica, normal nas receitas tradicionais. O aroma também é levemente mais lupulado do que eu esperava.
O sabor é muito equilibrado - é uma cerveja para tomar várias (se seu bolso permitir). Tem um fundo doce de banana e côco, com final levemente amargo do lúpulo belga. Só para quebrar o doce do trigo que geralmente é resultado da ação da levedura. O lúpulo acaba fazendo o papel que a laranja faria na receita tradicional, equilibrando tudo e trazendo um "aftertaste" moderno e convidativo.
A carbonetação é ok, sem exageros e sem deixar a cerveja "xôxa" e o nível alcóolico é médio (5,2%), o que não deixa nenhum sabor residual. Quanto ao custo benefício, paguei R$ 18,00 a long neck no site Have a Nice Beer.
No geral, é uma cerveja excelente para o verão brasileiro, acompanhando saladas com queijo parmesão ou gorgonzola ou simplesmente matando a sede!
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo-benefício: 3
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Olivia IPAlito
Acredita-se que a Suméria foi a civilização que inventou a cerveja, há 4 mil anos atrás! E com essa inspiração, a cervejaria Suméria foi criada em Dezembro de 2013, com o intuito de honrar as origens em Santo André, São Paulo.
É dessa cervejaria que vem a Olivia IPAlito, estrela desse post.
É dessa cervejaria que vem a Olivia IPAlito, estrela desse post.
No copo, ela tem cor ambar claro, com espuma de fácil formação e bem densa. No nariz, tem aroma de malte, com fundo doce e bem reconfortante. Há um pequeno floral bem fresco no aroma.
O sabor tem castanhas, de amargor leve e média carbonetação. Não tem alcool residual (5,4%) e tem alto dinkability.
É ideal para que não está acostumado com cervejas mais potentes, e quer começar a experimentar. Para quem já é acostumado, o alto drinkability faz com que se possa beber várias sem enjoar ou empapuçar.
Quanto ao custo benefício, foi presente da minha linda... então ele é infinito! Hehehe!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: N/A
domingo, 7 de dezembro de 2014
Hoegaarden Grand Cru
A cerveja Hoegaarden WitBier já em bem conhecida dos Brasileiros - é relativamente fácil de se encontrar nos super-mercados e não custa muito caro (sendo seu custo-benefício altíssimo).
Cervejas Witbier são ótimas para serem consumidas no Brasil - a receita meio trigo meio cevada, e a adição de raspas de laranja a tornam super refrescantes e com drinkability somente limitado pelo fígado de cada um!
Da mesma cervejaria, vamos falar hoje da irmã mais forte (e bem mais cara) da Hoegaardem Witbier - a Grand Cru. E ela é ESPETACULAR!
De denominação Belgian Strong Gold Ale, ela tem a mema receita base da Witbier, com laranja Curaçao e coentro. Mas é mais doce e poderosa e tem ainda cravos-da-índia e outras especiarias na receita.
No copo, a cor é amarelo cobre, não filtrada. A espuma é pouco densa e de pouca persistência.
O aroma é de malte com bem pouco lúpulo. É o aroma típico das cervejas belgas da Abbadia, com um fundo de queijo (proveniente da levedura). Tem no final um leve amargor e notas levemente cítricas (provenientes da receita base igual à Witbier).
O sabor é doce, com um pequeno amargor no final, com uma pequena picância. A carbonetação é pequena, mas ela ainda é bem refrescantes, porém com um sabor mais forte.
Como disse, é uma cerveja excepcional. Para tomar no verão e alternar com a Witbier. É super equilibrada (entre o doce, o amargo e o azedo). Uma Golden Ale belga com algo a mais.
Quanto ao custo-benefício, ele é médio-alto - a long neck custa em média R$ 20,00. Mas o preço vale o sabor!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo-benefício: 4
Cervejas Witbier são ótimas para serem consumidas no Brasil - a receita meio trigo meio cevada, e a adição de raspas de laranja a tornam super refrescantes e com drinkability somente limitado pelo fígado de cada um!
Da mesma cervejaria, vamos falar hoje da irmã mais forte (e bem mais cara) da Hoegaardem Witbier - a Grand Cru. E ela é ESPETACULAR!
De denominação Belgian Strong Gold Ale, ela tem a mema receita base da Witbier, com laranja Curaçao e coentro. Mas é mais doce e poderosa e tem ainda cravos-da-índia e outras especiarias na receita.
No copo, a cor é amarelo cobre, não filtrada. A espuma é pouco densa e de pouca persistência.
O aroma é de malte com bem pouco lúpulo. É o aroma típico das cervejas belgas da Abbadia, com um fundo de queijo (proveniente da levedura). Tem no final um leve amargor e notas levemente cítricas (provenientes da receita base igual à Witbier).
O sabor é doce, com um pequeno amargor no final, com uma pequena picância. A carbonetação é pequena, mas ela ainda é bem refrescantes, porém com um sabor mais forte.
Como disse, é uma cerveja excepcional. Para tomar no verão e alternar com a Witbier. É super equilibrada (entre o doce, o amargo e o azedo). Uma Golden Ale belga com algo a mais.
Quanto ao custo-benefício, ele é médio-alto - a long neck custa em média R$ 20,00. Mas o preço vale o sabor!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo-benefício: 4
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Burn, Baby... Burn!
O cenário cervejeiro Brasileiro está realmente ficando sério! Eu fico muito feliz com isso... apesar de nossa marca-registrada no mundo ser o "mais ou menos", estamos criando rótulos que permite a mesma (e as vezes até melhor) experiência das cervejas importadas.
O rótulo desse post é um exemplo desse desejo de não fazer "mais ou menos", uma Smoked Porter da Mistura Clássica chamada "Burn, Baby... Burn!"
Edição limitada, é uma colaboração entre os cervejeiros Eduarda Dardeu e Ricardo Rosa e a Cervejaria Mistura Clássica. A intenção era criar algo entre uma Brow Porter e uma Rauchbier. E a cerveja vem em uma caixinha de papelão, que valoriza do produto e dar um ar mais moderno.
No copo, ela tem cor bem escura, com fundo amarronzado. Como uma boa porter, a espuma é de difícil formação e pouco persistente.
O aroma é suave, com o "defumado" ao fundo. Antes de beber, fiquei um pouco apreensivo, pois não sou muito chegado em Rauchbier (acho muito forte). Mas o trabalho foi feito com uma delicadeza tal que você sente o defumado lá, mas ele não fica sobressalente a outros aromas (como o de malte). Ela quase não tem aroma de lúpulo, mas isso é comum entre as Porter.
Na boca, o líquido é aveludado e de média densidade. O sabor é uma junção do malte negro das Porter, com o complemento do defumado da Rauchbier - e é extremamente equilibrado! O lúpulo é tímido (apenas para cumprir o seu papel primário) e quase não há residual doce. A carbonetação é na medida. Tudo isso somado, geram um drinkability diferenciadamente alto.
No geral, é uma cerveja delicadamente equilibrada. Uma obra de arte negra e poderosa, mas sem ser exagerada. Por isso, recomendo fortemente para os experienciados. Para os novatos, calma! Ela pode estranhar um pouco!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: N/A (presente)
O rótulo desse post é um exemplo desse desejo de não fazer "mais ou menos", uma Smoked Porter da Mistura Clássica chamada "Burn, Baby... Burn!"
Edição limitada, é uma colaboração entre os cervejeiros Eduarda Dardeu e Ricardo Rosa e a Cervejaria Mistura Clássica. A intenção era criar algo entre uma Brow Porter e uma Rauchbier. E a cerveja vem em uma caixinha de papelão, que valoriza do produto e dar um ar mais moderno.
No copo, ela tem cor bem escura, com fundo amarronzado. Como uma boa porter, a espuma é de difícil formação e pouco persistente.
O aroma é suave, com o "defumado" ao fundo. Antes de beber, fiquei um pouco apreensivo, pois não sou muito chegado em Rauchbier (acho muito forte). Mas o trabalho foi feito com uma delicadeza tal que você sente o defumado lá, mas ele não fica sobressalente a outros aromas (como o de malte). Ela quase não tem aroma de lúpulo, mas isso é comum entre as Porter.
Na boca, o líquido é aveludado e de média densidade. O sabor é uma junção do malte negro das Porter, com o complemento do defumado da Rauchbier - e é extremamente equilibrado! O lúpulo é tímido (apenas para cumprir o seu papel primário) e quase não há residual doce. A carbonetação é na medida. Tudo isso somado, geram um drinkability diferenciadamente alto.
No geral, é uma cerveja delicadamente equilibrada. Uma obra de arte negra e poderosa, mas sem ser exagerada. Por isso, recomendo fortemente para os experienciados. Para os novatos, calma! Ela pode estranhar um pouco!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: N/A (presente)
domingo, 30 de novembro de 2014
Bodebrown Session Abbey
O cervejaria Bodebrown realmente gosta de surpreender! Sua ação no mundo cervejeiro sempre tem muita criatividade (seja misturando receitas, seja usando ingredientes puramente brasileiros). Para marcar ainda mais essa atitude, eles criaram uma "Cerveja Manifesto":
1 - Essa cerveja é o resultado da nossa luta em quebrar o PARADIGMA;
2 - A coragem, a audácia e a rebelião são elementos essenciais da nossa revolução;
3 - Juntos, trabalhamos com ardor, alegria e liberalidade, para aumentar o entusiástico fervor de todos os também apaixonados pela nossa arte;
4 - Respeitamos o passado, mas não há motivos para olhar para trás se quisermos arrombar a barreira do antes impossível;
5 - Venham todos aqueles que desejam o progresso. Levantem seus copos, Cervejeiros do Mundo!
A cerveja-manifesto é uma Session, um tipo de cerveja que não tem mais que 5% de álcool geralmente balanceada (entre o malte e o lúpulo) e final "limpo". Em alguns sites, eu encontrei essa cerveja descrita como uma Dubbel... mas está longe disso!
No copo, espuma de fácil formação de baixa pertinência, pouco densa. A cor é âmbar escuro, puxado para o vermelho,
O aroma é de malte inglês, com notas abiscoitadas. Bem pouco lupulada, com um finalzinho doce. Bem suave. O sabor é suave também: uma mistura de Ales belgas (com aquele gosto residual da levedura), mas bem menos doce (não, definitivamente não é uma Dubbel). Na verdade, a cerveja é estupendamente equilibrada; com um retrogosto bem suave, e média carbonetação.
O dinkability é imenso... dá para ficar tomando várias sem enjoar. O sabor residual do álcool é inexistente, por ser uma cerveja bem fraca (3,8%).
No geral, ela é excelente para o verão, mas sem perder a personalidade. Tudo á ver com o manifesto... mas acho que não chega a quebrar paradigmas! Isso não quer dizer que a Bodebrown não deva ser considerada hoje uma das melhores cervejarias nacionais! Quanto ao custo benefício, considero "médio-baixo", pois paguei R$19 em uma long neck.
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: 3
OBS: foto retirada do site BeerIndex
1 - Essa cerveja é o resultado da nossa luta em quebrar o PARADIGMA;
2 - A coragem, a audácia e a rebelião são elementos essenciais da nossa revolução;
3 - Juntos, trabalhamos com ardor, alegria e liberalidade, para aumentar o entusiástico fervor de todos os também apaixonados pela nossa arte;
4 - Respeitamos o passado, mas não há motivos para olhar para trás se quisermos arrombar a barreira do antes impossível;
5 - Venham todos aqueles que desejam o progresso. Levantem seus copos, Cervejeiros do Mundo!
A cerveja-manifesto é uma Session, um tipo de cerveja que não tem mais que 5% de álcool geralmente balanceada (entre o malte e o lúpulo) e final "limpo". Em alguns sites, eu encontrei essa cerveja descrita como uma Dubbel... mas está longe disso!
No copo, espuma de fácil formação de baixa pertinência, pouco densa. A cor é âmbar escuro, puxado para o vermelho,
O aroma é de malte inglês, com notas abiscoitadas. Bem pouco lupulada, com um finalzinho doce. Bem suave. O sabor é suave também: uma mistura de Ales belgas (com aquele gosto residual da levedura), mas bem menos doce (não, definitivamente não é uma Dubbel). Na verdade, a cerveja é estupendamente equilibrada; com um retrogosto bem suave, e média carbonetação.
O dinkability é imenso... dá para ficar tomando várias sem enjoar. O sabor residual do álcool é inexistente, por ser uma cerveja bem fraca (3,8%).
No geral, ela é excelente para o verão, mas sem perder a personalidade. Tudo á ver com o manifesto... mas acho que não chega a quebrar paradigmas! Isso não quer dizer que a Bodebrown não deva ser considerada hoje uma das melhores cervejarias nacionais! Quanto ao custo benefício, considero "médio-baixo", pois paguei R$19 em uma long neck.
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: 3
OBS: foto retirada do site BeerIndex
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Brew Dog Hops Battle: Goldings x El Dorado x Dana x Waimea
Desde o estabelecimento da Escola Americana de se fazer cerveja, o lúpulo (um dos 4 "obrigatórios"* ingredientes da cerveja) tem se tornado um protagonista, e muito tem se testado nesse terreno.
Normalmente mais de um lúpulo é utilizado para se fazer uma cerveja. Geralmente um tipo é colocado para dar o "amargor" da cerveja, e outro é colocado para dar o aroma. E eles são dicionados em momentos diferentes da fabricação. Há também os tipos de cerveja Dry Hopping, em que uma quantidade de lúpulo é adicionado quando a cerveja já está pronta (para se ter mais aroma e um pouco mais de amargor).
Porém, o post de hoje é sobre uma técnica que tem começado a ficar mais famosa depois da Escola Americana: o Single Hopping (que como diz o nome, é o uso de apenas um lúpulo durante a fabricação de toda a cerveja). Apesar de alguns cervejeiros criticarem o método, ele tem mostrado alguns resultados interessantes, bem como ajudado a entender o que um lúpulo pode fazer "solo" para a cerveja.
Vamos comparar aqui 4 tipos de lúpulo que foram usados pela fantástica cervejaria britânica Brew Dog, com a mesma cerveja base. E é impressionante o quanto a mesma receita base muda só com a adição de lúpulos diferentes (mesmo sendo eles os únicos ao longo de todo o processo).
O tipo Golding é talvez o mais antigo dos quatro. Ele tem origem inglesa (em 1790) e é muito utilizado nos estados unidos. Tendem a ter um aroma doce e redondo; bem tradicional. Na receita da BrewDog, tem aroma realmente doce e caramelizado - bem inglês. Tem um fundo levemente amargo, e um estupendo dinkability.
O tipo El Dorado é bem recente, criado pelas fazendas CLS e lançado em 2010. Com bastante ácido alpha, tende a ter aromas de frutas tropicais. Na receita da BrewDog, e em comparação com os outros, foi o mais fraco, com floral cítrico. É levemente amargo e também com alto drinkability.
O tipo Dana tem origem na Eslovênia e tem aromas de lima, pinho e bastante floral. Na receita da BrewDog, também é suave, com fundo de lavanda. Foi o mais refrescante e o mais interessante (o aroma realmente é muito diferente). Só não foi meu preferido pois o fim da cerveja (after taste) ficou parecido com uma cerveja Pilsen.
O tipo Waimea tem origem Neo-Zelandesa e foi criado em 2012. É um lúpulo simples, com cheiro de malte e bem inglêss (apesar da origem).
Em minha opinião, o vencedor foi o Golding (mas talvez porque eu sou fã de cervejas britânicas tradicionais), mas a vitória foi acirrada,
*OBS: antes do lúpulo ser descoberto, uma mistura de ervas chamada Gruit era usada para dar aroma e amargor. Há hoje algumas cervejas que mantem a tradição, com a fantástica Maria Degolada.
Normalmente mais de um lúpulo é utilizado para se fazer uma cerveja. Geralmente um tipo é colocado para dar o "amargor" da cerveja, e outro é colocado para dar o aroma. E eles são dicionados em momentos diferentes da fabricação. Há também os tipos de cerveja Dry Hopping, em que uma quantidade de lúpulo é adicionado quando a cerveja já está pronta (para se ter mais aroma e um pouco mais de amargor).
Porém, o post de hoje é sobre uma técnica que tem começado a ficar mais famosa depois da Escola Americana: o Single Hopping (que como diz o nome, é o uso de apenas um lúpulo durante a fabricação de toda a cerveja). Apesar de alguns cervejeiros criticarem o método, ele tem mostrado alguns resultados interessantes, bem como ajudado a entender o que um lúpulo pode fazer "solo" para a cerveja.
Vamos comparar aqui 4 tipos de lúpulo que foram usados pela fantástica cervejaria britânica Brew Dog, com a mesma cerveja base. E é impressionante o quanto a mesma receita base muda só com a adição de lúpulos diferentes (mesmo sendo eles os únicos ao longo de todo o processo).
O tipo Golding é talvez o mais antigo dos quatro. Ele tem origem inglesa (em 1790) e é muito utilizado nos estados unidos. Tendem a ter um aroma doce e redondo; bem tradicional. Na receita da BrewDog, tem aroma realmente doce e caramelizado - bem inglês. Tem um fundo levemente amargo, e um estupendo dinkability.
O tipo El Dorado é bem recente, criado pelas fazendas CLS e lançado em 2010. Com bastante ácido alpha, tende a ter aromas de frutas tropicais. Na receita da BrewDog, e em comparação com os outros, foi o mais fraco, com floral cítrico. É levemente amargo e também com alto drinkability.
O tipo Dana tem origem na Eslovênia e tem aromas de lima, pinho e bastante floral. Na receita da BrewDog, também é suave, com fundo de lavanda. Foi o mais refrescante e o mais interessante (o aroma realmente é muito diferente). Só não foi meu preferido pois o fim da cerveja (after taste) ficou parecido com uma cerveja Pilsen.
O tipo Waimea tem origem Neo-Zelandesa e foi criado em 2012. É um lúpulo simples, com cheiro de malte e bem inglêss (apesar da origem).
Em minha opinião, o vencedor foi o Golding (mas talvez porque eu sou fã de cervejas britânicas tradicionais), mas a vitória foi acirrada,
*OBS: antes do lúpulo ser descoberto, uma mistura de ervas chamada Gruit era usada para dar aroma e amargor. Há hoje algumas cervejas que mantem a tradição, com a fantástica Maria Degolada.
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