A cerveja Hoegaarden WitBier já em bem conhecida dos Brasileiros - é relativamente fácil de se encontrar nos super-mercados e não custa muito caro (sendo seu custo-benefício altíssimo).
Cervejas Witbier são ótimas para serem consumidas no Brasil - a receita meio trigo meio cevada, e a adição de raspas de laranja a tornam super refrescantes e com drinkability somente limitado pelo fígado de cada um!
Da mesma cervejaria, vamos falar hoje da irmã mais forte (e bem mais cara) da Hoegaardem Witbier - a Grand Cru. E ela é ESPETACULAR!
De denominação Belgian Strong Gold Ale, ela tem a mema receita base da Witbier, com laranja Curaçao e coentro. Mas é mais doce e poderosa e tem ainda cravos-da-índia e outras especiarias na receita.
No copo, a cor é amarelo cobre, não filtrada. A espuma é pouco densa e de pouca persistência.
O aroma é de malte com bem pouco lúpulo. É o aroma típico das cervejas belgas da Abbadia, com um fundo de queijo (proveniente da levedura). Tem no final um leve amargor e notas levemente cítricas (provenientes da receita base igual à Witbier).
O sabor é doce, com um pequeno amargor no final, com uma pequena picância. A carbonetação é pequena, mas ela ainda é bem refrescantes, porém com um sabor mais forte.
Como disse, é uma cerveja excepcional. Para tomar no verão e alternar com a Witbier. É super equilibrada (entre o doce, o amargo e o azedo). Uma Golden Ale belga com algo a mais.
Quanto ao custo-benefício, ele é médio-alto - a long neck custa em média R$ 20,00. Mas o preço vale o sabor!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo-benefício: 4
domingo, 7 de dezembro de 2014
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Burn, Baby... Burn!
O cenário cervejeiro Brasileiro está realmente ficando sério! Eu fico muito feliz com isso... apesar de nossa marca-registrada no mundo ser o "mais ou menos", estamos criando rótulos que permite a mesma (e as vezes até melhor) experiência das cervejas importadas.
O rótulo desse post é um exemplo desse desejo de não fazer "mais ou menos", uma Smoked Porter da Mistura Clássica chamada "Burn, Baby... Burn!"
Edição limitada, é uma colaboração entre os cervejeiros Eduarda Dardeu e Ricardo Rosa e a Cervejaria Mistura Clássica. A intenção era criar algo entre uma Brow Porter e uma Rauchbier. E a cerveja vem em uma caixinha de papelão, que valoriza do produto e dar um ar mais moderno.
No copo, ela tem cor bem escura, com fundo amarronzado. Como uma boa porter, a espuma é de difícil formação e pouco persistente.
O aroma é suave, com o "defumado" ao fundo. Antes de beber, fiquei um pouco apreensivo, pois não sou muito chegado em Rauchbier (acho muito forte). Mas o trabalho foi feito com uma delicadeza tal que você sente o defumado lá, mas ele não fica sobressalente a outros aromas (como o de malte). Ela quase não tem aroma de lúpulo, mas isso é comum entre as Porter.
Na boca, o líquido é aveludado e de média densidade. O sabor é uma junção do malte negro das Porter, com o complemento do defumado da Rauchbier - e é extremamente equilibrado! O lúpulo é tímido (apenas para cumprir o seu papel primário) e quase não há residual doce. A carbonetação é na medida. Tudo isso somado, geram um drinkability diferenciadamente alto.
No geral, é uma cerveja delicadamente equilibrada. Uma obra de arte negra e poderosa, mas sem ser exagerada. Por isso, recomendo fortemente para os experienciados. Para os novatos, calma! Ela pode estranhar um pouco!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: N/A (presente)
O rótulo desse post é um exemplo desse desejo de não fazer "mais ou menos", uma Smoked Porter da Mistura Clássica chamada "Burn, Baby... Burn!"
Edição limitada, é uma colaboração entre os cervejeiros Eduarda Dardeu e Ricardo Rosa e a Cervejaria Mistura Clássica. A intenção era criar algo entre uma Brow Porter e uma Rauchbier. E a cerveja vem em uma caixinha de papelão, que valoriza do produto e dar um ar mais moderno.
No copo, ela tem cor bem escura, com fundo amarronzado. Como uma boa porter, a espuma é de difícil formação e pouco persistente.
O aroma é suave, com o "defumado" ao fundo. Antes de beber, fiquei um pouco apreensivo, pois não sou muito chegado em Rauchbier (acho muito forte). Mas o trabalho foi feito com uma delicadeza tal que você sente o defumado lá, mas ele não fica sobressalente a outros aromas (como o de malte). Ela quase não tem aroma de lúpulo, mas isso é comum entre as Porter.
Na boca, o líquido é aveludado e de média densidade. O sabor é uma junção do malte negro das Porter, com o complemento do defumado da Rauchbier - e é extremamente equilibrado! O lúpulo é tímido (apenas para cumprir o seu papel primário) e quase não há residual doce. A carbonetação é na medida. Tudo isso somado, geram um drinkability diferenciadamente alto.
No geral, é uma cerveja delicadamente equilibrada. Uma obra de arte negra e poderosa, mas sem ser exagerada. Por isso, recomendo fortemente para os experienciados. Para os novatos, calma! Ela pode estranhar um pouco!
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: N/A (presente)
domingo, 30 de novembro de 2014
Bodebrown Session Abbey
O cervejaria Bodebrown realmente gosta de surpreender! Sua ação no mundo cervejeiro sempre tem muita criatividade (seja misturando receitas, seja usando ingredientes puramente brasileiros). Para marcar ainda mais essa atitude, eles criaram uma "Cerveja Manifesto":
1 - Essa cerveja é o resultado da nossa luta em quebrar o PARADIGMA;
2 - A coragem, a audácia e a rebelião são elementos essenciais da nossa revolução;
3 - Juntos, trabalhamos com ardor, alegria e liberalidade, para aumentar o entusiástico fervor de todos os também apaixonados pela nossa arte;
4 - Respeitamos o passado, mas não há motivos para olhar para trás se quisermos arrombar a barreira do antes impossível;
5 - Venham todos aqueles que desejam o progresso. Levantem seus copos, Cervejeiros do Mundo!
A cerveja-manifesto é uma Session, um tipo de cerveja que não tem mais que 5% de álcool geralmente balanceada (entre o malte e o lúpulo) e final "limpo". Em alguns sites, eu encontrei essa cerveja descrita como uma Dubbel... mas está longe disso!
No copo, espuma de fácil formação de baixa pertinência, pouco densa. A cor é âmbar escuro, puxado para o vermelho,
O aroma é de malte inglês, com notas abiscoitadas. Bem pouco lupulada, com um finalzinho doce. Bem suave. O sabor é suave também: uma mistura de Ales belgas (com aquele gosto residual da levedura), mas bem menos doce (não, definitivamente não é uma Dubbel). Na verdade, a cerveja é estupendamente equilibrada; com um retrogosto bem suave, e média carbonetação.
O dinkability é imenso... dá para ficar tomando várias sem enjoar. O sabor residual do álcool é inexistente, por ser uma cerveja bem fraca (3,8%).
No geral, ela é excelente para o verão, mas sem perder a personalidade. Tudo á ver com o manifesto... mas acho que não chega a quebrar paradigmas! Isso não quer dizer que a Bodebrown não deva ser considerada hoje uma das melhores cervejarias nacionais! Quanto ao custo benefício, considero "médio-baixo", pois paguei R$19 em uma long neck.
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: 3
OBS: foto retirada do site BeerIndex
1 - Essa cerveja é o resultado da nossa luta em quebrar o PARADIGMA;
2 - A coragem, a audácia e a rebelião são elementos essenciais da nossa revolução;
3 - Juntos, trabalhamos com ardor, alegria e liberalidade, para aumentar o entusiástico fervor de todos os também apaixonados pela nossa arte;
4 - Respeitamos o passado, mas não há motivos para olhar para trás se quisermos arrombar a barreira do antes impossível;
5 - Venham todos aqueles que desejam o progresso. Levantem seus copos, Cervejeiros do Mundo!
A cerveja-manifesto é uma Session, um tipo de cerveja que não tem mais que 5% de álcool geralmente balanceada (entre o malte e o lúpulo) e final "limpo". Em alguns sites, eu encontrei essa cerveja descrita como uma Dubbel... mas está longe disso!
No copo, espuma de fácil formação de baixa pertinência, pouco densa. A cor é âmbar escuro, puxado para o vermelho,
O aroma é de malte inglês, com notas abiscoitadas. Bem pouco lupulada, com um finalzinho doce. Bem suave. O sabor é suave também: uma mistura de Ales belgas (com aquele gosto residual da levedura), mas bem menos doce (não, definitivamente não é uma Dubbel). Na verdade, a cerveja é estupendamente equilibrada; com um retrogosto bem suave, e média carbonetação.
O dinkability é imenso... dá para ficar tomando várias sem enjoar. O sabor residual do álcool é inexistente, por ser uma cerveja bem fraca (3,8%).
No geral, ela é excelente para o verão, mas sem perder a personalidade. Tudo á ver com o manifesto... mas acho que não chega a quebrar paradigmas! Isso não quer dizer que a Bodebrown não deva ser considerada hoje uma das melhores cervejarias nacionais! Quanto ao custo benefício, considero "médio-baixo", pois paguei R$19 em uma long neck.
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 3
Custo-Benefício: 3
OBS: foto retirada do site BeerIndex
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Brew Dog Hops Battle: Goldings x El Dorado x Dana x Waimea
Desde o estabelecimento da Escola Americana de se fazer cerveja, o lúpulo (um dos 4 "obrigatórios"* ingredientes da cerveja) tem se tornado um protagonista, e muito tem se testado nesse terreno.
Normalmente mais de um lúpulo é utilizado para se fazer uma cerveja. Geralmente um tipo é colocado para dar o "amargor" da cerveja, e outro é colocado para dar o aroma. E eles são dicionados em momentos diferentes da fabricação. Há também os tipos de cerveja Dry Hopping, em que uma quantidade de lúpulo é adicionado quando a cerveja já está pronta (para se ter mais aroma e um pouco mais de amargor).
Porém, o post de hoje é sobre uma técnica que tem começado a ficar mais famosa depois da Escola Americana: o Single Hopping (que como diz o nome, é o uso de apenas um lúpulo durante a fabricação de toda a cerveja). Apesar de alguns cervejeiros criticarem o método, ele tem mostrado alguns resultados interessantes, bem como ajudado a entender o que um lúpulo pode fazer "solo" para a cerveja.
Vamos comparar aqui 4 tipos de lúpulo que foram usados pela fantástica cervejaria britânica Brew Dog, com a mesma cerveja base. E é impressionante o quanto a mesma receita base muda só com a adição de lúpulos diferentes (mesmo sendo eles os únicos ao longo de todo o processo).
O tipo Golding é talvez o mais antigo dos quatro. Ele tem origem inglesa (em 1790) e é muito utilizado nos estados unidos. Tendem a ter um aroma doce e redondo; bem tradicional. Na receita da BrewDog, tem aroma realmente doce e caramelizado - bem inglês. Tem um fundo levemente amargo, e um estupendo dinkability.
O tipo El Dorado é bem recente, criado pelas fazendas CLS e lançado em 2010. Com bastante ácido alpha, tende a ter aromas de frutas tropicais. Na receita da BrewDog, e em comparação com os outros, foi o mais fraco, com floral cítrico. É levemente amargo e também com alto drinkability.
O tipo Dana tem origem na Eslovênia e tem aromas de lima, pinho e bastante floral. Na receita da BrewDog, também é suave, com fundo de lavanda. Foi o mais refrescante e o mais interessante (o aroma realmente é muito diferente). Só não foi meu preferido pois o fim da cerveja (after taste) ficou parecido com uma cerveja Pilsen.
O tipo Waimea tem origem Neo-Zelandesa e foi criado em 2012. É um lúpulo simples, com cheiro de malte e bem inglêss (apesar da origem).
Em minha opinião, o vencedor foi o Golding (mas talvez porque eu sou fã de cervejas britânicas tradicionais), mas a vitória foi acirrada,
*OBS: antes do lúpulo ser descoberto, uma mistura de ervas chamada Gruit era usada para dar aroma e amargor. Há hoje algumas cervejas que mantem a tradição, com a fantástica Maria Degolada.
Normalmente mais de um lúpulo é utilizado para se fazer uma cerveja. Geralmente um tipo é colocado para dar o "amargor" da cerveja, e outro é colocado para dar o aroma. E eles são dicionados em momentos diferentes da fabricação. Há também os tipos de cerveja Dry Hopping, em que uma quantidade de lúpulo é adicionado quando a cerveja já está pronta (para se ter mais aroma e um pouco mais de amargor).
Porém, o post de hoje é sobre uma técnica que tem começado a ficar mais famosa depois da Escola Americana: o Single Hopping (que como diz o nome, é o uso de apenas um lúpulo durante a fabricação de toda a cerveja). Apesar de alguns cervejeiros criticarem o método, ele tem mostrado alguns resultados interessantes, bem como ajudado a entender o que um lúpulo pode fazer "solo" para a cerveja.
Vamos comparar aqui 4 tipos de lúpulo que foram usados pela fantástica cervejaria britânica Brew Dog, com a mesma cerveja base. E é impressionante o quanto a mesma receita base muda só com a adição de lúpulos diferentes (mesmo sendo eles os únicos ao longo de todo o processo).
O tipo Golding é talvez o mais antigo dos quatro. Ele tem origem inglesa (em 1790) e é muito utilizado nos estados unidos. Tendem a ter um aroma doce e redondo; bem tradicional. Na receita da BrewDog, tem aroma realmente doce e caramelizado - bem inglês. Tem um fundo levemente amargo, e um estupendo dinkability.
O tipo El Dorado é bem recente, criado pelas fazendas CLS e lançado em 2010. Com bastante ácido alpha, tende a ter aromas de frutas tropicais. Na receita da BrewDog, e em comparação com os outros, foi o mais fraco, com floral cítrico. É levemente amargo e também com alto drinkability.
O tipo Dana tem origem na Eslovênia e tem aromas de lima, pinho e bastante floral. Na receita da BrewDog, também é suave, com fundo de lavanda. Foi o mais refrescante e o mais interessante (o aroma realmente é muito diferente). Só não foi meu preferido pois o fim da cerveja (after taste) ficou parecido com uma cerveja Pilsen.
O tipo Waimea tem origem Neo-Zelandesa e foi criado em 2012. É um lúpulo simples, com cheiro de malte e bem inglêss (apesar da origem).
Em minha opinião, o vencedor foi o Golding (mas talvez porque eu sou fã de cervejas britânicas tradicionais), mas a vitória foi acirrada,
*OBS: antes do lúpulo ser descoberto, uma mistura de ervas chamada Gruit era usada para dar aroma e amargor. Há hoje algumas cervejas que mantem a tradição, com a fantástica Maria Degolada.
domingo, 14 de setembro de 2014
Birra del Borgo Reale
Sou meio reticente com relação à cervejas de países sem tradição cervejeira, e principalmente com forte tradição em outras bebidas.
Porém, o que o Brasil tem feito nos últimos 5 anos, com tantas micro-cervejarias esplêndidas, é de abrir nossa cabeça!
Por isso, o post de hoje é sobre uma cerveja Italiana, da cervejaria Birra del Borgo. Fundada por Leonardo Di Vincenzo em 2005 na vila de Borgorose.
A ideia por trás da ReAle (primeira receita a ser feita pela cervejaria) era fazer uma Pale Ale seguindo a escola Americana. Tem bastante aroma e lúpulo, e amargor acentuado porém refrescante. Para isso, o lúpulo Cascade (comum nas cervejas americanas) foi escalado. O fato interessante dessa cerveja é que houve uma tentativa de se somar a tradição Inglesa e a Americana,
No copo, a cor é âmbar-escuro, meio turvo. A espuma é de fácil formação e média persistência. O líquido é de densidade média, contendo aquele aveludado característico que acaricia a boca durante a degustação.
O aroma floral do Cascade é bem equilibrado (um pouco mais forte do que o normal, mas nem tanto para enjoar). Maracujá, manjericão mas com fundo doce (devido ao malte), que chama doces em compota. É aqui que a tentativa de servir a dois mestres aparece... A quantidade lúpulo está na medida e deixa o aroma bem refrescante.
Sabor com amargor bem equilibrado, o suficiente para deixar o aftertaste seco e agradável porém não vazio. Vai ficando mais interessante conforme a cerveja esquenta. A carbonetação média e é alto o drinkability. Não há sabor de álcool residual (6,7%).
No geral, é uma cerveja muito boa! Quanto ao custo-benefício, paguei R$ 18 pela long-neck, o que acho um pouco baixo (ela vale menos que isso, mas não muito menos...).
Quando você for à Itália, já sabe o que pedir para beber para harmonizar com um belo pedaço de parmesão !
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 3
Porém, o que o Brasil tem feito nos últimos 5 anos, com tantas micro-cervejarias esplêndidas, é de abrir nossa cabeça!
Por isso, o post de hoje é sobre uma cerveja Italiana, da cervejaria Birra del Borgo. Fundada por Leonardo Di Vincenzo em 2005 na vila de Borgorose.
A ideia por trás da ReAle (primeira receita a ser feita pela cervejaria) era fazer uma Pale Ale seguindo a escola Americana. Tem bastante aroma e lúpulo, e amargor acentuado porém refrescante. Para isso, o lúpulo Cascade (comum nas cervejas americanas) foi escalado. O fato interessante dessa cerveja é que houve uma tentativa de se somar a tradição Inglesa e a Americana,
No copo, a cor é âmbar-escuro, meio turvo. A espuma é de fácil formação e média persistência. O líquido é de densidade média, contendo aquele aveludado característico que acaricia a boca durante a degustação.
O aroma floral do Cascade é bem equilibrado (um pouco mais forte do que o normal, mas nem tanto para enjoar). Maracujá, manjericão mas com fundo doce (devido ao malte), que chama doces em compota. É aqui que a tentativa de servir a dois mestres aparece... A quantidade lúpulo está na medida e deixa o aroma bem refrescante.
Sabor com amargor bem equilibrado, o suficiente para deixar o aftertaste seco e agradável porém não vazio. Vai ficando mais interessante conforme a cerveja esquenta. A carbonetação média e é alto o drinkability. Não há sabor de álcool residual (6,7%).
No geral, é uma cerveja muito boa! Quanto ao custo-benefício, paguei R$ 18 pela long-neck, o que acho um pouco baixo (ela vale menos que isso, mas não muito menos...).
Quando você for à Itália, já sabe o que pedir para beber para harmonizar com um belo pedaço de parmesão !
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 3
domingo, 7 de setembro de 2014
Klok Dubbel
A escola norte-americana está fazendo tanto sucesso que até cervejarias do velho mundo estão tentando experimentar esse jeito novo de fazer cervejas - adicionando bastante lúpulo.
Esse é o caso da cervejaria Boelens, baseada na vila de Belsele, na região Waasland da bélgica. Sobrevivendo à segunda guerra mundial (quando a cervejaria foi destruída pelos Alemães), fabrica cervejas desde 1800, no lado oeste do rio Scheld.
A cervejaria hoje faz apenas dois rótulos, um dos quais é assunto desse post - a Dubbel.
No copo, ela tem uma cor marrom escuro, com espuma de fácil formação.
O aroma é levemente azedo, com um floral muito forte. Há notas de limão da Pérsia que deixam o aroma bem rico e divertido. É realmente muito bom!
O sabor é de cerveja de abadia, característica marcante da maioria das cervejas belgas, porém é bem mais lupulada do que as cervejas tradicionais. Assim, ela consegue um equilíbrio interessante entre o doce e o amargo, sem perder a personalidade, mas trazendo características mais marcantes.
A carbonetação é muito boa também e a cerveja é fermentada na garrafa. Apesar do índice de álcool elevado (8,5%), não é possível se sentir no sabor. O custo benefício é médio-alto, uma vez que paguei R$ 18,00 na long neck.
Recomendado!
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 4
Custo/Benefício: 3
Esse é o caso da cervejaria Boelens, baseada na vila de Belsele, na região Waasland da bélgica. Sobrevivendo à segunda guerra mundial (quando a cervejaria foi destruída pelos Alemães), fabrica cervejas desde 1800, no lado oeste do rio Scheld.
No copo, ela tem uma cor marrom escuro, com espuma de fácil formação.
O aroma é levemente azedo, com um floral muito forte. Há notas de limão da Pérsia que deixam o aroma bem rico e divertido. É realmente muito bom!
O sabor é de cerveja de abadia, característica marcante da maioria das cervejas belgas, porém é bem mais lupulada do que as cervejas tradicionais. Assim, ela consegue um equilíbrio interessante entre o doce e o amargo, sem perder a personalidade, mas trazendo características mais marcantes.
A carbonetação é muito boa também e a cerveja é fermentada na garrafa. Apesar do índice de álcool elevado (8,5%), não é possível se sentir no sabor. O custo benefício é médio-alto, uma vez que paguei R$ 18,00 na long neck.
Recomendado!
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 4
Custo/Benefício: 3
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Flying Monkey Hoptical Illusion Almost Pale Ale
Aaaaahhh, a Psicodelia!
Já falamos da Flying Monkey em outro post. Nessa vamos continuar com outra criação maluca desses caras que acreditam que o "normal é o estranho"!
Segundo eles mesmo, a Hopical Illusion é a cerveja que os lembra do porque eles começaram a fazer cervejas e abriram a cervejaria. O Almost do título vem de uma menor adição (mas só um pouco) de lúpulo, o que diminui o IBU de 25 (característico das Pale Ale) para 18. Ainda sim há 3 tipos diferentes de lúpulo na fabricação (Centennial, Amarillo e Cascade) e mais 2 no dry-hoppin (Amarillo e Cascade).
Com isso, no copo a cor é vermelho rubro, bem fosco. Ela faz pouca espuma, mas de boa densidade.
O líquido é denso, bem suave. O sabor é levemente amargo, bem refrescante, com alto drinkability. O retro-gosto é suave também. Não há sabor de álcool residual (5%).
Quanto ao custo benefício, paguei R$ 18,00 a long neck, então considero médio/baixo.
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo Benefício: 2
Já falamos da Flying Monkey em outro post. Nessa vamos continuar com outra criação maluca desses caras que acreditam que o "normal é o estranho"!
Segundo eles mesmo, a Hopical Illusion é a cerveja que os lembra do porque eles começaram a fazer cervejas e abriram a cervejaria. O Almost do título vem de uma menor adição (mas só um pouco) de lúpulo, o que diminui o IBU de 25 (característico das Pale Ale) para 18. Ainda sim há 3 tipos diferentes de lúpulo na fabricação (Centennial, Amarillo e Cascade) e mais 2 no dry-hoppin (Amarillo e Cascade).Com isso, no copo a cor é vermelho rubro, bem fosco. Ela faz pouca espuma, mas de boa densidade.
O líquido é denso, bem suave. O sabor é levemente amargo, bem refrescante, com alto drinkability. O retro-gosto é suave também. Não há sabor de álcool residual (5%).
Quanto ao custo benefício, paguei R$ 18,00 a long neck, então considero médio/baixo.
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo Benefício: 2
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