domingo, 16 de fevereiro de 2014

Phin & Matt's Extraodinary Ale

A escola de cerveja americana melhora a cada dia ! De fato, a adição de quantidades massivas de lúpulo tem feito uma diferença imensa em suas receitas !

O rótulo desse post compartilha essa idéia. Da cervejaria Southern Tier, a Phin & Matt´s Extraordinary Ale tem adições do lúpulo Whole e quantidades de malte que deixam a cerveja bem equilibrada (sem sobressair o gosto do amargo ou do doce).

No copo, ela tem cor amarelo leve o turvo (apesar de ser filtrada). Faz pouca espuma. O aruma é bem frutado, lembrando chá de pêssego.

O sabor é amargo leve, com um fundo doce. Bem equilibrada no lúpulo, o que faz com que ela parece meio "aguada". Porém, de altíssimo drinkability. Carfbonetação média... ótima para dias quentes e para tomar várias !

Quanto a custo benefício, paguei R$ 18 a long neck. Por esse preço, é possível encontrar cervejas melhores no Brasil !

Sabor: 3
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 3

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Way Belgian Dark Roller Coaster

As vezes eu escrevo aqui sobre cervejas magníficas, as vezes sobre cervejas ruins... hoje vou escrever sobre uma cerveja "nada de mais" (uma vez que quero que esse blog também seja informativo...)

Já falei da cervejaria Way em outros posts (1) e (2) e no geral tinha dados boas notas para eles. São da região metropolitana de Curitiba e tinham boas idéias para as cervejas.

Já para a Belgian Dark Roller Coaster, parece que faltou imaginação. Ela tem cor marrom escuro, quase sem espuma. O aroma é bem suave, quase imperceptível, de cerveja belga. O sabor é suave também, levemente torrado, assim como o amargor: suave.

Ou seja, é uma cerveja de receita poderosa mas de realização nada poderosa. Uma mistura de stout com Golden Ale belga.

Recomendado só se você for extremamente curioso !

Sabor: 2
Aspectos Gerais: 2
Custo Benefício: 2

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Coruja Labareda Rock Bier

Uma das coisas que eu mais gosto na "escola Brasileira" (se é que podemos chamar assim) é que os cervejeiros aqui sempre são muito criativos com as infinitas possibilidades de frutas e temperos que existem na Terra de Santa Cruz !

Um exemplo disso é o rótulo desse post: a Coruja Labareda Rock Bier. Direto das terras do Sul e criada pelos então arquitetos Micael  Eckert e Rafael Rodrigues (junto com o mestre cervejeiro Michael Kerbs Yeps), levanta a bandeira da cerveja viva: não pasteurizada (igual ao chopp).

A Labareda Rock Bier foi desenvolvida junto com o músico (mutcho lôco) Wander Wildner, e trata-se de uma receita inspirada no estilo Kellerbier, que leva malte Vienna defumado e tem também pimenta da variedade Capsicum Frutescens (aquela do molho Tabasco) na composição. 

No copo ela é vermelha bem turva, quase sem espuma. No nariz, o arma forte de malte, biscoito (igual as Ales Inglesas) com vários condimentos. Lembrei bastante de caramelos e chucrute. 

O sabor é forte e pouco amargo com final levemente doce: notas de alpiste (sério!) e caramelos. A pimenta é sentida no aftertaste. A personalidade dessa cerveja é bem forte, fazendo com que sei drinkability seja baixo (mesmo com baixa carbonetação). Você vai querer tomar uma só em uma noite... ela é para poucos (apreciadores bem experenciados).

Porém, ganha vários pontinhos positivos devido à originalidade ! Quanto ao custo benefício, acho alto. Você encontra ela na faixa de R$ 18 a R$ 20, mas ela te oferece uma experiência bem diferente das cervejas comuns (mesmo tendo drinkability baixo).

Sabor: 5

Aspectos Gerais: 3 (devido ao drinkability)

Custo-Benefício: 3

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Colorado Ithaca

E para entrar em 2014 com o pé direito, e fazer bonito no retorno do blog, a cerveja desse post é da realeza... Colorado Ithaca, uma Imperial Stout genial, feita toda em solo tupiniquim !

Segundo a Wikipedia, o tipo Imperial Stout, também conhecido como Russian Imperial Stout é uma cerveja escura e forte (no alcool e no sabor), criada na Inglaterra no século 18 pela cervejaria Thrale´s para ser exportada para a corte da rainha Catherine II (também conhecida como Catherine A Grande), da Rússia.

A versão da Colorado é feita com rapadura queimada (rapadura é um ingrediente muito comum nas cervejas dessa cervejaria) e tem esse nome devido ao processo de aprovação junto com o Ministério da Agricultura, longo e complicado, quase Homérico ! (Ítaca é uma ilha na Grécia, terra natal de Odisseu - ou Ulisses)

O processo de aprovação foi tão longo que a cerveja maturou bastante dentro da garrafa, deixando mais proeminentes as notas de chocolate, malte torrado e café.

No copo ela tem cor preta, espuma densa e de fácil formação. No nariz o aroma é de chocolate e café, mas tem um fundo floral delicado e surpreendente.

O sabor é bem doce, mas não é enjoativo, com amargor bem leve. Imagine uma Guiness, um pouco mais doce com várias especiarias. Magnífico !

Mesmo com a alta quantidade de alcool (10,5%) é quase imperceptível o sabor residual do alcool. Quanto ao custo benefício, ela não é uma cerveja barata. Eu ganhei de presente, mas pequisei o preço por ai e pode variar de R$ 45 a R$ 50.

Mas a cerveja é magnífica e vale a pena cada real gasto !

Sabor: 4
Aspecto Geral: 4
Custo Benefício: 3

Voltamos !

Depois de um tempo sem postar, vou voltar à atividade normal !

Aguardem !

domingo, 3 de novembro de 2013

Brooklin Wheat Beer

Uma das coisas que mais me fascina na cerveja (que o vinho não tem) é que, usando uma receita básica com poucas variações em seus ingredientes básicos (malte, lúpulo e levedura) consegue-se bebidas com distinto aroma e sabor... de verdade !

Baseado nessas possibilidades, várias escolas foram criadas que, com filosofias distintas, fazem quase milagres com uma mesma receita.

É o caso da "Escola Americana" e da cervejaria Brooklin, que por aqui já foi citada nos posts da Black Chocolate Stout e a East India Pale Ale. No geral, cervejas do EUA sempre são mais lupuladas e florais, menos doces e mais secas que cervejas de outras escolas (como a doces e alcoólicas belgas).

Dessa vez, vamos falar da receita de trigo da Brooklin, sua Wheat Beer, que segue os mesmos preceitos das outras... bastante lúpulo, bastante aroma e pouco açúcar ! De cara, eles já informam que a inspiração para a cerveja é a região da Bavária, berço cervejeiro da Europa e da Reinheitsgebot.

No copo, ela tem cor amarelo turvo, bem parecido com melaço de cana (mas só a cor). A espuma é pouco densa e de fácil formação.

No nariz, o aroma é bem característico de cervejas de trigo, porém me desapontou um pouco... ele não tem nada de mais. O lúpulo utilizado é o Hallertauer Perle. Talvez por ser SingleHop, ela não consiga ir muito alem nesse quesito.

Já na boca, o que ela não consegue com o aroma, consegue com o sabor, que é super equilibrado e bem refrescante. É bem pouco lupulada (IBU de 17), tem uma doçura média e um final cítrico com um azedinho característico da Brooklin. Muita personalidade. Um ponto interessante é que os costumeiros sabores de banana e trutti-frutti não estão lá... são substituídos pelo sabor do malte puro. Porém, o final eu achei meio aguada (esperava um final mais "seco" para balancear o azedinho).

Em relação ao custo beneficio, achei Médio-Baixo, uma vez que paguei R$ 19 no site do Have a Nice Beer, e por esse preço, bebi cervejas mais interessantes.

No geral, é uma cerveja gostosa e refrescante, com um final azedinho. Mas poderia ser muito melhor.

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 4

Custo benefício: 3

Crew AleWekerstatt IPA

A Alemanha, apesar de ser um pais que consideramos o mais tradicional, quando se pensa em cerveja, não tem lá muitos tipos em sua tradição. Quase toda a totalidade de cervejas bebidas lá ou é Pislner, Weiss, Dunkel e as cervejas de Munique (Koltch e etc). Ou seja, fora a Weiss, todas são Lager.

Foi com a intenção de quebrar essa tradição que uma dupla de amigos (Mario e Timm) resolveram fundar a Crew AleWerkerstatt: fazer cervejas tipo Ale, porem sem ferir a Reinheitsgebot.

Dessa cervejaria, experimentei a IPA, que, conforme definição própria da AleWerkerstatt tem "...quantidades insanas de lúpulo e elevado teor de álcool!"

No copo, ela tem uma cor âmbar fosco e turvo, bem diferente das IPA inglesas (sem bem que, esse é o tipo de Ale mais fabricado hoje e com certeza o que tem mais variação).  A espuma é pouco densa e de difícil formação.

No nariz, um aroma delicado de mangas e laranjas, bem surpreendente. Digo isso pois as IPA inglesas geralmente tendem a ter uma aroma menos floral e mais abiscoitado. Portanto, fica claro que eles estão seguindo a escola americana, que sempre usa lúpulos mais florais, para deixar a cerveja bem aromatizada. Os lúpulos usados a receita são: Herkules, Caskade, Citra e Simcoe

Na boca, o sabor é bem complexo, com várias camadas. Começa com um amargor equilibrado (58 IBU) e seco e termina com um leve doce, com notas de maracujá e laranja. Tem boa carbonetação e um teor equilibrado de álcool (6,4%).

Quanto ao custo benefício, acho médio, uma vez que uma long neck custou R$ 19,00 pelo site do Have a Nice Beer.

Achei bem refrescante... combina com comidas leves e saladas.


Sabor: 4

Aspectos Gerais: 4

Custo-Benefício: 3