domingo, 24 de março de 2013

Aulne Abbey (ADA) Triple Blonde 8°

As pessoas que acham que o pais de maior tradição cervejeira é a Alemanha se enganam... agente só acha isso pois o tipo de cerveja mais consumida no Brasil (American Lager) é vendido aqui erroneamente como o nome de Pilsen, nome que homenageia uma região da Bavária, a qual se origina o tipo de Cerveja Pislner, o mais comum na Alemanha e República Tcheca !

Que confusão, não ? Mas o importante de tudo isso é o que pais com maior tradição cervejeira é a Bélgica !    (apesar de eu achar que é a Inglaterra...) e é de lá que vem o rótulo do post de hoje !

Trazida com muito custo e muita demora pelo Have a Nice Beer, com certeza a experiência valeu a espera (alem de poder dizer que esse rótulo é quase exclusivo, e não há importadoras que a trazem para o Brasil de maneira freqüente) !

Cervejas Tripple são aquelas em que o mestre cervejeiro coloca três vezes mais malte do que a receita original. Essa denominação não depende do tipo de cerveja em que está se fazendo, mas geralmente traz as mesmas características: a cerveja fica um pouco mais doce e com um pouco mais de álcool: mais malte, mais  fermentação feitas pela levedura.
Seguindo essa linha, a Cervejaria do Vale de Sambre nos apresenta um produto fantástico, com a personalidade típica das cervejas belgas. No copo, sua espuma é densa e de fácil formação. A cor é um amarelo escuro (mas não turvo) com fundo de tons avermelhados. É bem bonita a cor !

A degustação começou a 0,5°C pois aqui em Rio Claro fez um belo calor no dia de hoje. O ideal é degustar a uma temperatura um pouco mais alta (8° C), pois as papilas gustativas não adormecem. Para ver como ela se comportava na temperatura mais alta, esperei um pouco entre o primeiro e o segundo copo.

O aroma é bem leve. Tem notas cítricas, com predominância de laranjas. O primeiro gole traz um sabor muito parecido com cervejas de trigo (WeissBeer) mas sem o sabor de banana e tutti-frutti. Isso são as três adições de malte se manifestando. A propósito, é impressionante o quanto essa cerveja é equilibrada entre o doce e o amargo (o que é bem difícil em cervejas Tripple). Quase não tem amargor (nem residual).

Quanto ao álcool, é impressionante como ele não é sentido (pois são 8°) no sabor. Você só sente que bebeu uma cerveja forte quado tenta levantar da cadeira !! Ai você percebe o quanto ela é forte !

Quanto ao custo benefício, paguei aproximadamente R$ 18 em uma long neck, o que considero médio.

No geral, é uma cerveja excelente, mas perigosa.. se você tomar algumas pode ser que não consiga voltar para casa !

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 3

Custo Benefício: 3

sábado, 9 de março de 2013

Brains Dark

Esse post é sobre um dos mais conhecidos rótulos do Pais de Gales, a Branis Dark.

No passado, essa cerveja era conhecida como "Dragão Vermelho" e sempre foi muito apreciada pelos trabalhadores das docas.

Ela é considerada uma Cask Ale - cervejas que geralmente são servidas em barris, sem adição de nitrogênio ou gás carbônico. Ela também é não pasteurizada e não filtrada.

No copo ela é escura (com fundo avermelhado). Espuma de difícil formação, porém bem densa.

No nariz o aroma é leve, de maltes torrados e licor de café . É bem simples e direto, mas bem equilibrado. O sabor também é bem leve (para uma cerveja preta). Tem traços de café, chocolate bem amargo. O lúpulo é equilibrado, fazendo com que a doçura seja apenas uma lembrança no gosto residual. É mais saborosa que a Guiness, e um pouco menos amarga.

O teor alcoólico é baixo (4,1%) o que não deixa sabor residual de álcool na boca e permite que se tome mais de uma tranquilamente.

Degustei junto com a fantástica Carne Maluca da minha amada Fernanda. Impressionante é que a falta de doçura da cerveja é compensada pela leve doçura dessa receita (que é feita com lagarto, tomates e azeitonas pretas). O casamento é perfeito !

Quanto ao custo benefício, eu paguei aproximadamente R$ 18,50 no site Have a nice beer !

No geral, é gostosa (mas eu achei que não tem nada de muito especial). Portanto, beba somente se for curioso ou se estive no país da Gales (porque lá deve ser bem mais barato...)

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 3

Custo

 

Fuller´s IPA

A Fuller´s IPA é uma cerveja sazonal que a Fuller´s, portanto, achá-la em lojas em sempre um golpe de sorte. O que é uma pena, pois esse rótulo é impressionante do aroma e no sabor... mais uma amostra da perfeição com que a Fuller´s faz suas cervejas.

Fabricada tradicionalmente com maltes e lúpulos ingleses, como Goldings, Fuggles e Target, a cerveja Índia Pale Ale da Fuller’s é fiel à tradição deste tipo de cerveja, originalmente desenvolvido para sobreviver à longa e incerta viagem até a Índia (onde residia parte da realiza britânica na época da colônia). 

Depois da maturação na cervejaria, é refermentada em garrafa para garantir o sabor mais fresco e enfrentar os rigores do embarque e armazenamento.

No copo, ela tem uma cor amarelo, com fundo cobre e sua espuma é de fácil formação e bem pouco densa.  

No nariz, há um incrível aroma de figos em compota e laranjas azedas, somado com o sabor abiscoitado, comum das IPA. O sabor é leve (para uma IPA), bem puxado para o café e bem menos amargo do que eu imaginava. Comparado com a Fuller´s London Pride, o sabor é mais leve e um pouco mais lupulada.

O custo benefício é médio-alto: paguei R$ 20 na Barraca Mineira, em Rio Claro.

No geral, é uma cerveja excelente, com um aroma bem desenvolvido e divertido. Beberei mais vezes !

Sabor: 4

Aspectos Gerais: 4

Custo Benefício: 4

Fuller´s 1845

A cada rótulo que experimento da Fuller´s, tenho mais certeza que, na minha opinião, eles são os melhores (ou pelo menos, meus prediletos...)

Segundo o site brejas.com.br, ela foi "criada exclusivamente para celebrar os 150 anos da Fundação da Sociedade Fuller, baseada em uma receita tradicional dos antigos livros de fermentação da Fuller. 

Por duas vezes, ganhou a medalha de ouro no CAMRA Great British Beer Festival. O acondicionamento em garrafa pressupõe a colocação de um pouco de fermento na garrafa para permitir, com o passar do tempo, a maturação da bebida gerando um refrescante e complexo sabor de uma verdadeira Ale."

Esse processo de maturação dura 100 dias (antes do lote ser enviado para venda). Uma curiosidade: a primeira adição de lúpulo foi feita pelo próprio príncipe de Gales.

No copo ela é marrom avermelhada, bem escura e turva. a espuma é de fácil formação e pouco densa !

No nariz, ela surpreende com um aroma delicioso de vinho do porto e ameixas secas. Bem frutado e doce. Seu sabor é bem equilibrado entre o amargor e a doçura. Há ali um amargor esfumaçado e defumado, completando o sabor doce dos maltes torrados !

Apesar da graduação alcoólica normal, não há sabor residual de álcool no paladar. 

No geral, é uma cerveja poderosa, de muita personalidade. Realmente agrada pessoas que não estão tão acostumados (mas que gostam de cervejas fortes) e pessoas que esperam requinte e outras camadas de sensações.

Com relação ao custo benefício, ele é médio-alto. Eu paguei R$ 20 na Barraca Mineira, aqui em Rio Claro.

Sabor: 5

Aspectos Gerais: 4

Custo-benefício: 4

Anderson Valley Imperial IPA

Esse post é sobre esse fantástico e "soco no queixo" rótulo da cervejaria Anderson Valley.

Já falamos dessa cervejaria em outro post bem legal (a Boont Amber Ale), então vou economizar o papo e ir direto, porque se já tinha ficado impressionado, agora virei fã !

A Imperial India Pale Ale foi criada para celebrar o aniversário de 20 anos da cervejaria, então eles não podiam fazer feio... e não fizeram! E ela se tornou tão especial que eles nem tem mais no site da cervejaria.

Com uma quantidade não usual de malte e mais de 20 adições individuais de lúpulo Pacific Northwest, essa cerveja é FORTE ! Como um não pasteurizado e não filtrado soco no queixo !

No copo, ela é vermelha bem pálida e turva (resultado da não filtragem). Sua cor é muito bonita e convidativa. Sua espuma é de fácil formação e não é muito densa.

No nariz, o aroma é abiscoitado, de caramelos tipo toffe e levemente ácido. Sem muita à dizer, a não ser que é um presságio do que está por vir no sabor.

E quando ele chega, mostra a que veio. O sabor é bem lupulado e doce (como era de se esperar, devido à quantidade não usual de malte e as mais de 20 adições inidividuais de lúpulo). É forte, pesado e marcante. Porém, é surpreendente no final... um floral aparece para dar um toque extra... como se fosse um prêmio de consolação por você ter enfrentado todo aquele malte.

Lembrou-me muito a Colorado Vixnu... mas essa ainda consegue ser mais poderosa !

Apesar da graduação alcoólica considerável (8,7 %) ela não tem muito sabor residual de álcool! Quanto ao custo benefício, não sei pois foi presente do meu querido amigo Danilo Gil (que está comigo na foto abaixo).



No geral, é uma cerveja excelente, mas somente para as pessoas experienciadas na arte !

Sabor: 4

Aspectos Gerais: 4

Custo Benefício: N/A - presente !

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Chimay Rouge

Está ai um rótulo que faz algum tempo que gostaria de experimentar: as Strong Ale Belgas da Chimay, que funciona no monastério trapista de Scourmont Abbey, no sul da Bélgica, na província de Hainaut.

Já falamos aqui da tradição Trappista de fabricar cervejas. E, apesar de serem cervejas mais caras, sempre valem à pena.

A Chimay Rouge é a mais antiga das cervejas desse monastério. Do tipo Belgian Dubbel (um Brown Ale mais forte, aonde o mestre cervejeiro coloca o dobro - por isso "dubble - de malte do que colocaria em uma receita normal), ela se destaca pelos aromas frutados (o que não é comum em cervejas Trapistas, uma vez que geralmente elas levam pouca quantidade de lúpulo).

No copo, ela tem cor amarelo avermelhado, puxado para o cobre. A espuma é de difícil formação, mas é bem densa.

O que impressiona na verdade é o aroma delicado mas presente de frutas vermelhas, especialmente cerejas e amoras. Impressiona porque essas frutas não são ingredientes da cerveja: o aroma é resultado da sábia escolha da levedura e sua combinação com o malte e o lúpulo.

Na boca, a primeira impressão é realmente de uma Strong Ale Blega: doce, pouco lupulada, aveludada e forte.

Depois do primeiro impacto, vêem as surpresas. Primeiro, que ela tem uma lupulação residual inesperada (o amargor fica na boca). Segundo que há um equilíbrio perfeito entre o doce e o lúpulo. Terceiro que as frutas vermelhas continuam lá, e assim como no aroma, elas são delicadas porém presentes. E por último, eu senti um final refrescante, como se tivesse tomado alguma coisa com menta ou hortelã (mas sem o sabor, somente o refresco), e para arrematar, senti a boca um pouco dormente.

Com tanta surpresas, é impossível não ficar impressionado ! E com vontade de experimentar os outros rótulos (o azul, o amarelo e o preto).

O custo benefício foi moderado: paguei R$ 15,90 por uma long-neck, no Reino da Cerveja, aqui em Rio Claro. Mas valeu à pena devido à quantidade de coisas diferentes.

Recomendo para as pessoas que querem experimentar algo diferente, porém sutil !

Sabor: 4

Aspectos Gerais: 4

Custo Benefício: 4

Bierland Vienna

Hoje vamos falar de mais um rótulo Brasileiro que não perde em nada para outros rótulos importados. A Vienna da Cervejaria Bierland, de Blumenau, SC.

Essa cervejaria foi inaugurada em 2003, e seu nome é uma homenagem a Blumenau, cidade onde está localizada a cervejaria. A fábrica da Bierland está instalada no bairro Itoupava Central, um dos bairros que ainda concentra grande número de descendentes alemães. Com a capacidade inicial instalada de 20.000 litros, iniciou produzindo 2 tipos de chope: o Pilsen e o Amber.

Dessa cervejaria, vamos falar do rótulo Vienna, um tipo de Lager pouco comum, mas com muita personalidade. Originalmente, esse rótulo (que também é conhecido por Amber Lager) foi desenvolvido por Anton Dreher, na cidade Viena (em alemão Wien - capital da Áustria). Cervejeiros Austríacos emigraram para o México, no final do século 19 e levaram a receita com eles.

Geralmente, esse tipo de cerveja é avermelhada ou de cor cobre, com um sabor levemente doce (proveniente do malte), podendo às vezes, ter características defumadas. Uma curiosidade: apesar do nome, esse tipo de cerveja não é tão comum na Europa.


A Bierland Vienna é possui três tipos de malte de cevada, e três tipos de lúpulo, que lhe conferem uma coloração avermelhada e um aroma floral. Foi várias vezes premiada, destacando-se como World's Best Amber / Vienna Lager no World Beer Awards 2012.

No copo, a cor é amarelo-cobre, com fundo dourado, pouca coisa pálido. No copo, a espuma é de difícil formação e pouco densa.

No nariz, o aroma é levemente adocicado e abiscoitado. Nada de mais. O sabor é meio amargo, bem lupulado. É equilibrado  porém, devido à boa quantidade de lúpulo, o amargor fala um pouco mais forte. O final é de cerveja lager comum. Se não fosse o fraco floral, teria achado sem graça.

No geral, é uma cerveja muito boa, por ser Brasileira. Mas não tem muitas coisas especiais. O custo benefício é médio pois paguei em um bar aqui de Rio Claro R$ 16,90 a garrafa de 500 ml. Recomendo para os curiosos e entusiastas.

Sabor: 3

Aspectos Gerais: 3

Custo-Benefício: 3