Quando meu querido amigo Piteco me falou dessa cerveja, fiquei meio desacreditado. Estava em Ribeirão Preto, afim de experimentar cervejas importadas com sabor forte, e ele me vinha com a (inicialmente) esdrúxula ideia de tomar uma cerveja de Guaraná...
Pensei: "não vou gastar meu paladar com isso...", mas como ele insistiu, eu resolvi dar o braço a torcer. E essa foi uma decisão super acertada ! =) Uma cerveja de guaraná... no mínimo é uma ideia original ! Ainda mais pois essa é uma fruta original do Brasil, que tem um sabor característico e inconfundível.
A cerveja é feita em Joinville, pela empresa Opa Bier, e foi criada pelo mestre cervejeiro Leonardo Botto. Alem de contar em sua formulação com lúpulos Weihenstephan, Hallertau e Saaz, ela ainda tem dry hopping, o que garante aromas frescos e expressivos à cerveja.
No copo, ela tem cor de amarelo cobre. O liquido é de baixa densidade e a espuma de fácil formação e pouco densa.
No nariz, ela é impressionante ! Não é somente o aroma de guaraná que chama a atenção... há todo um buquê floral que completa o aroma principal. Bem complexo, mas super divertida. O buquê também é levemente lupulada.
O sabor é um caso à parte: levemente amargo, com um residual bem pouco doce. Porém, devido ao dry hopping e a baixa fermentação (ela é vendida como uma cerveja Pilsen) ela é super refrescante... de maneira que dá para tomar várias sem enjoar ou empapuçar !
Não tem nenhum sabor residual de álcool e o custo benefício em bem alto, uma vez que uma garrafa de 500 ml me custo R$ 14 em um bar em Ribeirão Preto.
É uma cerveja excepcional, que vai agradar tanto quem busca algo novo, quanto as pessoas que bebem junto, só para curtir o momento !
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 5
domingo, 11 de novembro de 2012
Sauber Honey
Tenho muito prazer em escrever no blog sobre cervejas brasileiras artesanais. É impressionante como nosso mercado tem crescido e as pessoas tem se disposto a experimentar coisas novas e sair do senso comum.
Nosso assunto aqui é uma cerveja fabricada em Mogi Mirim, a Sauber Beer. Dando uma passada no seu site, é possível ver que eles são bem ousados em seus sabores. Tem cervejas de Limão, Gengibre, Abóbora, Tangerina e todas as outros tipos padrão.
Foi fundada em 2009 pelo Eng Químico Renato Marquetti, inicialmente como um hobby que deu muito certo !
Nesse post, vamos falar do seu rótulo de Mel. Cervejas com Mel sempre são deliciosas, mas se engana quem acha que elas possam ser muito doces: geralmente não a são. Colocara no copo, ela tem uma cor bem dourada, puxado para o amarelo. O líquido é denso e a espuma é de fácil formação.
No nariz, há um aroma realmente bom de mel. Redondo e equilibrado. O melhor é que o aroma parece ser "original" da cerveja; não parece ser algo "adicionado" depois. Ele se equilibra totalmente com o aroma de lúpulo também bem presente.
Isso também acontece no sabor, que é levemente doce e pouco amargo. O mel se funde totalmente ao sabor da cerveja, de maneira super equilibrada, sem tornar a cerveja enjoativa (escondendo os sabores de malte e lúpulo), mas também sem parecer que é apenas uma propaganda. O sabor de alcool residual é bem baixo (ela tem 6,5°).
O custo benefício é médio-alto, uma vez que paguei R$ 18 uma garrafa de 500 ml em um bar em Ribeirão Preto.
Sabor: 4
Aspecto Geral: 4
Custo Benefício: 4
Nosso assunto aqui é uma cerveja fabricada em Mogi Mirim, a Sauber Beer. Dando uma passada no seu site, é possível ver que eles são bem ousados em seus sabores. Tem cervejas de Limão, Gengibre, Abóbora, Tangerina e todas as outros tipos padrão.
Foi fundada em 2009 pelo Eng Químico Renato Marquetti, inicialmente como um hobby que deu muito certo !
Nesse post, vamos falar do seu rótulo de Mel. Cervejas com Mel sempre são deliciosas, mas se engana quem acha que elas possam ser muito doces: geralmente não a são. Colocara no copo, ela tem uma cor bem dourada, puxado para o amarelo. O líquido é denso e a espuma é de fácil formação.
No nariz, há um aroma realmente bom de mel. Redondo e equilibrado. O melhor é que o aroma parece ser "original" da cerveja; não parece ser algo "adicionado" depois. Ele se equilibra totalmente com o aroma de lúpulo também bem presente.
Isso também acontece no sabor, que é levemente doce e pouco amargo. O mel se funde totalmente ao sabor da cerveja, de maneira super equilibrada, sem tornar a cerveja enjoativa (escondendo os sabores de malte e lúpulo), mas também sem parecer que é apenas uma propaganda. O sabor de alcool residual é bem baixo (ela tem 6,5°).
O custo benefício é médio-alto, uma vez que paguei R$ 18 uma garrafa de 500 ml em um bar em Ribeirão Preto.
Sabor: 4
Aspecto Geral: 4
Custo Benefício: 4
Boont Amber Ale
A cervejaria Anderson Valley inicialmente era mais um de vários pubs que fazem sua própria cerveja, o The Buckhorn Saloon, criada em 1987. Inspirada pelas paisagens do norte da Califórnia (USA), se localiza no povoado de Boonville, com pouco mais de 1000 habitantes.
A cervejaria fabrica hoje 10 tipos de cerveja, das quais vamos analisar hoje a super premiada Amber Ale. Feita com malte levemente doce e com adição modesta de lúpulo, tem a característica de não ser pasteurizada nem filtrada, o que garante um dose extra de leveza ao líquido e matem o sabor bem expressivo.
Colocada no copo, ela tem uma cor bem avermelhada, puxada para o bronze. A espuma é pouco densa e de fácil formação.
No nariz é que essa cerveja começa a se mostrar especial. Um delicioso aroma de laranjas em compota, acompanhado de açúcar mascavo e caramelhos, finalizado por lúpulo. É realmente fantástico.
Na boca ela é bem amarga e lupulada. O sabor bem fundo doce e levemente frutado. No final, é possível sentir um leve sabor de morangos e capins molhados, o que remete a paisagem bucólica do vale. O que chama a atenção é um fantástico equilíbrio entre amargor e doçura, sendo uma cerveja com ótimo drinkability (não enjoa nem deixa o paladar cansado).
O custo benefício é médio-alto, uma vez que uma long neck custa em média R$ 16.
Aproveito o post para dizer que comprei essa cerveja (e tenho comprado várias outras) no ótimo "Los Compadres", aqui em Rio Claro.
Quem gosta de cervejas diferentes deve passar lá !
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 4
A cervejaria fabrica hoje 10 tipos de cerveja, das quais vamos analisar hoje a super premiada Amber Ale. Feita com malte levemente doce e com adição modesta de lúpulo, tem a característica de não ser pasteurizada nem filtrada, o que garante um dose extra de leveza ao líquido e matem o sabor bem expressivo.
Colocada no copo, ela tem uma cor bem avermelhada, puxada para o bronze. A espuma é pouco densa e de fácil formação.
No nariz é que essa cerveja começa a se mostrar especial. Um delicioso aroma de laranjas em compota, acompanhado de açúcar mascavo e caramelhos, finalizado por lúpulo. É realmente fantástico.
Na boca ela é bem amarga e lupulada. O sabor bem fundo doce e levemente frutado. No final, é possível sentir um leve sabor de morangos e capins molhados, o que remete a paisagem bucólica do vale. O que chama a atenção é um fantástico equilíbrio entre amargor e doçura, sendo uma cerveja com ótimo drinkability (não enjoa nem deixa o paladar cansado).
O custo benefício é médio-alto, uma vez que uma long neck custa em média R$ 16.
Aproveito o post para dizer que comprei essa cerveja (e tenho comprado várias outras) no ótimo "Los Compadres", aqui em Rio Claro.
Quem gosta de cervejas diferentes deve passar lá !
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 4
Brooklyn East India Pale Ale
IPA (India Pale Ale) são cervejas do tipo Pale Ale preparadas para o consumo das tropas Inglesas, durante o século 19, na Índia. Usando maltes e lúpulos extra, o cervejeiro George Hodgson desenvolver uma cerveja ale com amargor e força para aguentar a longa viagem (que podia chegar a 18 meses).
Lembrando que, naquela época, as cervejas não tinam os conservantes que possuem hoje, dificultando o translado.
A IPA da cervejaria americana Brooklyn é feita com maltes britânicos e lúpulos da variedade East Kent Golding variety. Também passa por um processo de Dry Hopping para adicionar aromas mais delicados e acentuados.
No copo, ela tem um cor amarelo com tons avermelhados, próximas do cobre. A espuma é pouco densa e de fácil formação.
O Aroma é frutado (mas eu esperava mais por ser Dry-Hopping) e bem lupulado. Na boca, o sabor é levemente ácido, com amargor bem pronunciado e seco. É bem pouco doce. Também não senti sabor residual de alcool, mesmo sendo sua graduação um pouco maior do que as cervejas normais (6,9°).
No geral, é uma cerveja para quem gosta de amargor, mas sinceramente, sem nada de muito especial (esperava mais por ser da Brooklyn, cervejaria do mestre cervejeiro Garrett Oliver, que escreveu o ótimo livro A Mesa do Mestre Cervejeiro)
Por isso, o custo benefício é médio, uma vez que paguei R$ 15 em uma long-neck, em um bar em São Paulo.
Sabor: 3
Aspecto Geral: 3
Custo Benefício: 3
Lembrando que, naquela época, as cervejas não tinam os conservantes que possuem hoje, dificultando o translado.
A IPA da cervejaria americana Brooklyn é feita com maltes britânicos e lúpulos da variedade East Kent Golding variety. Também passa por um processo de Dry Hopping para adicionar aromas mais delicados e acentuados.
No copo, ela tem um cor amarelo com tons avermelhados, próximas do cobre. A espuma é pouco densa e de fácil formação.
O Aroma é frutado (mas eu esperava mais por ser Dry-Hopping) e bem lupulado. Na boca, o sabor é levemente ácido, com amargor bem pronunciado e seco. É bem pouco doce. Também não senti sabor residual de alcool, mesmo sendo sua graduação um pouco maior do que as cervejas normais (6,9°).
No geral, é uma cerveja para quem gosta de amargor, mas sinceramente, sem nada de muito especial (esperava mais por ser da Brooklyn, cervejaria do mestre cervejeiro Garrett Oliver, que escreveu o ótimo livro A Mesa do Mestre Cervejeiro)
Por isso, o custo benefício é médio, uma vez que paguei R$ 15 em uma long-neck, em um bar em São Paulo.
Sabor: 3
Aspecto Geral: 3
Custo Benefício: 3
sábado, 22 de setembro de 2012
Wäls Dubbel Ale
Fico muito feliz de experimentar cervejas especiais feitas em solo Tupiniquim... muito mais do que experimentar cervejas importantes.
A cervejeria Wäls, sediada na região da Pampulha, em Belo Horizonte é uma das que me trouxeram alegre surpresa recentemente. Fundada em 1999, tem em sua carta vários tipos interessantes. A desse post será a Dubbel Ale. Cervejas Dubbel são sempre interessantes, por serem muito diferentes umas das outras. Por permitirem a adição de vários condimentos / complementos, são mostra da criatividade dos mestres cervejeiros.
A Dubbel da Wäls tem apresentação premium, com rolha de espumante. Colocada no copo, tem a cor escura, puxado para o púrpura, bem turva. Quase não faz espuma. O aroma é bem doce, de frutas secas, uvas passa, ameixa e jabuticadas. O fundo é defumado e tem um fundo alcoólico pronunciado (7,5%).
Na boca, tem baixíssima carbonetação, quase sem acidez. Ela é bem pouco lupulada também, o que faz com que o amargor dessa cerveja seja bem tímido (ele aparece só no final e é pouco persistente). O sabor é de maltes torrados, mas não pronunciado, completado pelas uvas passas e jabuticabas maduras.
No geral, é uma cerveja bem gostosa, e dá para tomar mais de uma em uma noite (não é muito forte). Ótimo para quem quer começar a conhecer novos sabores.
Quanto ao custo benefício, não posso falar pois ganhei de presente da minha noiva !
Sabor: 4
Aspecto Geral: 4
A cervejeria Wäls, sediada na região da Pampulha, em Belo Horizonte é uma das que me trouxeram alegre surpresa recentemente. Fundada em 1999, tem em sua carta vários tipos interessantes. A desse post será a Dubbel Ale. Cervejas Dubbel são sempre interessantes, por serem muito diferentes umas das outras. Por permitirem a adição de vários condimentos / complementos, são mostra da criatividade dos mestres cervejeiros.
A Dubbel da Wäls tem apresentação premium, com rolha de espumante. Colocada no copo, tem a cor escura, puxado para o púrpura, bem turva. Quase não faz espuma. O aroma é bem doce, de frutas secas, uvas passa, ameixa e jabuticadas. O fundo é defumado e tem um fundo alcoólico pronunciado (7,5%).
Na boca, tem baixíssima carbonetação, quase sem acidez. Ela é bem pouco lupulada também, o que faz com que o amargor dessa cerveja seja bem tímido (ele aparece só no final e é pouco persistente). O sabor é de maltes torrados, mas não pronunciado, completado pelas uvas passas e jabuticabas maduras.
No geral, é uma cerveja bem gostosa, e dá para tomar mais de uma em uma noite (não é muito forte). Ótimo para quem quer começar a conhecer novos sabores.
Quanto ao custo benefício, não posso falar pois ganhei de presente da minha noiva !
Sabor: 4
Aspecto Geral: 4
Lambic Lindemans Framboise
O post de hoje é sobre um dos tipos mais antigos de cerveja. Da época em que o lúpulo ainda não era considerado um componente essencial da cerveja. Mais antiga do que a própria lei alemã da pureza (Reinheitsgebot).
Nessa época, sobras de frutas da estação, já em processo de fermentação natural, eram usadas para dar um sabor extra à cerveja. Isso acontecia também porque não se utilizava leveduras para fazer a fermentação (as bactérias que transformavam o malte em açúcar e álcool eram as próprias das cascas das frutas).
Esse rótulo tem origem em uma vila bem pequena da Bélgica, aproximadamente 100 km a sudoeste de Bruxleas, com aproximadamente 8 mil habitantes. Por isso recebe seu nome: Lembeek.
E ainda hoje, ela é feita da mesma maneira que no passado. Somente as bactérias selvagens do ar de Lembeek são responsáveis por fazer a fermentação inicial da cerveja. Para isso, o mosto é exposto ao ar, através de aberturas nas áreas de fermentação. Por isso, cada lote sai diferente e único. Cada lote representa a pureza e sabedoria da natureza em transformar e criar sabores únicos. No geral, os sabores são secos, ácidos, vínicos e as vezes amargos.
As frutas ainda são adicionadas para trazer sabor, o que cria uma diversão à parte, pois não parece algo "adicionado"... da maneira que é feita, parece que era para ser assim !
A Lindemans é uma das mais tradicionais cervejarias lambic que existem hoje. Ela está funcionando desde 1809, e ainda é controlada pela família. Alem do tipo Framboise, eles fazem mais seis tipos de cervejas, incluindo as Kriek (cereja), Cassis e Maçã.
A Lindemans Framboise recebe suco de framboesas após a fermentação. Ela vem em uma garrafa com rolha de cortição, parecendo um pequeno espumante. Colocada no copo a cor é bem avermelhada, parecendo um rubi. A espuma é de baixa densidade e de difícil formação. Nem parece cerveja.... parece aqueles vinhos com adição de frutas (Keep Cooler).
Colocado o copo perto do nariz, há uma explosão de aromas, totalmente diferentes do que se espera. Nada de lúpulo ou malte... muita framboesa e vinho do porto (um fundo doce). Estupendo !
Na boca, o sabor é ácido e seco, como eu esperava. Mas é bem pouco doce, como eu não esperava (aqui ela se diferencia totalmente dos Keep Cooler). Também quase não há amargor ou gosto de álcool residual. Assim como no aroma, prevalece a framboesa no sabor.
No geral, esse rótulo permite uma experiência diferenciada... bem diferente do que se espera de uma cerveja "normal", e vai surpreender até os que não estão acostumados com cervejas diferentes. Altamente recomendado. Há apenas um ponto não tão bom: o preço geralmente são um pouco altos. No bar que tomei (Melograno) paguei R$48 por 350 ml.
Mas já encontrei aqui em Rio Claro, no Los Compadres, por R$ 19.90. Ainda sim, é um preço alto, mas vale à pena de vez em quando !
Sabor: 5
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: 3
Nessa época, sobras de frutas da estação, já em processo de fermentação natural, eram usadas para dar um sabor extra à cerveja. Isso acontecia também porque não se utilizava leveduras para fazer a fermentação (as bactérias que transformavam o malte em açúcar e álcool eram as próprias das cascas das frutas).
Esse rótulo tem origem em uma vila bem pequena da Bélgica, aproximadamente 100 km a sudoeste de Bruxleas, com aproximadamente 8 mil habitantes. Por isso recebe seu nome: Lembeek.
E ainda hoje, ela é feita da mesma maneira que no passado. Somente as bactérias selvagens do ar de Lembeek são responsáveis por fazer a fermentação inicial da cerveja. Para isso, o mosto é exposto ao ar, através de aberturas nas áreas de fermentação. Por isso, cada lote sai diferente e único. Cada lote representa a pureza e sabedoria da natureza em transformar e criar sabores únicos. No geral, os sabores são secos, ácidos, vínicos e as vezes amargos.
As frutas ainda são adicionadas para trazer sabor, o que cria uma diversão à parte, pois não parece algo "adicionado"... da maneira que é feita, parece que era para ser assim !
A Lindemans é uma das mais tradicionais cervejarias lambic que existem hoje. Ela está funcionando desde 1809, e ainda é controlada pela família. Alem do tipo Framboise, eles fazem mais seis tipos de cervejas, incluindo as Kriek (cereja), Cassis e Maçã.
A Lindemans Framboise recebe suco de framboesas após a fermentação. Ela vem em uma garrafa com rolha de cortição, parecendo um pequeno espumante. Colocada no copo a cor é bem avermelhada, parecendo um rubi. A espuma é de baixa densidade e de difícil formação. Nem parece cerveja.... parece aqueles vinhos com adição de frutas (Keep Cooler).
Colocado o copo perto do nariz, há uma explosão de aromas, totalmente diferentes do que se espera. Nada de lúpulo ou malte... muita framboesa e vinho do porto (um fundo doce). Estupendo !
Na boca, o sabor é ácido e seco, como eu esperava. Mas é bem pouco doce, como eu não esperava (aqui ela se diferencia totalmente dos Keep Cooler). Também quase não há amargor ou gosto de álcool residual. Assim como no aroma, prevalece a framboesa no sabor.
No geral, esse rótulo permite uma experiência diferenciada... bem diferente do que se espera de uma cerveja "normal", e vai surpreender até os que não estão acostumados com cervejas diferentes. Altamente recomendado. Há apenas um ponto não tão bom: o preço geralmente são um pouco altos. No bar que tomei (Melograno) paguei R$48 por 350 ml.
Mas já encontrei aqui em Rio Claro, no Los Compadres, por R$ 19.90. Ainda sim, é um preço alto, mas vale à pena de vez em quando !
Sabor: 5
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: 3
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Bear Beer Extra Strong
Hoje falaremos do rótulo Extra Strong da marca Bear Beer, da cervejaria Darguner Brewery. Essa cervejaria fica na província de Dargun, bem ao norte da Alemanha, quase na divisa com a Dinamarca (aproximadamente 240 Km de Berlin).
O diferencial dessa cerveja é a enorme quantidade de álcool: 12%. Quase três vezes o que contem uma cerveja normal no Brasil. Ou seja, tomar uma lata dessa cerveja é a mesma coisa que tomar três latas de Skol. Completando que ela só é vendida em latas de 500 ml... dá para ficar bem relaxado !
Para garantir esse teor de álcool, durante o processo de fermentação, açúcar extra (em forma de xarope de glicose) é adicionada ao mosto. Isso aumenta o trabalho da levedura, que produz muito mais álcool do que o normal.
Porém, não somente de álcool essa cerveja é feita. Uma coisa que me chamou muita atenção é que, quando abri e coloquei no copo (tipo flauta, com bojo um pouco mais largo), o aroma de malte espalhou por onde eu estava (e eu estava em um lugar aberto).
Colocando o copo no nariz, o aroma é doce e fermentado. Notas de vinho do porto, farinha de mandioca e frutas cristalizadas (bem no fundo) são trazidos. A cor é âmbar escuro, com leves tons de vermelho. A espuma é pouco densa, de fácil formação, e a carbonetação é média.
Na boca, o primeiro gosto é de álcool... com se fosse uma bebida destilada. É bem forte mesmo. A acidez é leve, mas perceptível. O segundo gosto é bem doce (devido ao xarope de glicose e a fermentação extra da cerveja). O amargor é leve, no final da língua.
No geral, é uma cerveja bem forte... porém não no sabor. O álcool e o açúcar roubam a cena e eu não consegui perceber mais nenhum outro. Não dá para tomar mais de uma... ela é meio enjoativa e de fato, você não vai querer ficar tão bêbado assim com tão pouca cerveja.
Vale experimentar uma, até porque, em Rio Claro, o custo benefício é bem alto. Comprei no supermercado Enxuto por R$ 6,90 (pouco para uma cerveja diferenciada).
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo Benefício: 4
O diferencial dessa cerveja é a enorme quantidade de álcool: 12%. Quase três vezes o que contem uma cerveja normal no Brasil. Ou seja, tomar uma lata dessa cerveja é a mesma coisa que tomar três latas de Skol. Completando que ela só é vendida em latas de 500 ml... dá para ficar bem relaxado !
Para garantir esse teor de álcool, durante o processo de fermentação, açúcar extra (em forma de xarope de glicose) é adicionada ao mosto. Isso aumenta o trabalho da levedura, que produz muito mais álcool do que o normal.
Porém, não somente de álcool essa cerveja é feita. Uma coisa que me chamou muita atenção é que, quando abri e coloquei no copo (tipo flauta, com bojo um pouco mais largo), o aroma de malte espalhou por onde eu estava (e eu estava em um lugar aberto).
Colocando o copo no nariz, o aroma é doce e fermentado. Notas de vinho do porto, farinha de mandioca e frutas cristalizadas (bem no fundo) são trazidos. A cor é âmbar escuro, com leves tons de vermelho. A espuma é pouco densa, de fácil formação, e a carbonetação é média.
Na boca, o primeiro gosto é de álcool... com se fosse uma bebida destilada. É bem forte mesmo. A acidez é leve, mas perceptível. O segundo gosto é bem doce (devido ao xarope de glicose e a fermentação extra da cerveja). O amargor é leve, no final da língua.
No geral, é uma cerveja bem forte... porém não no sabor. O álcool e o açúcar roubam a cena e eu não consegui perceber mais nenhum outro. Não dá para tomar mais de uma... ela é meio enjoativa e de fato, você não vai querer ficar tão bêbado assim com tão pouca cerveja.
Vale experimentar uma, até porque, em Rio Claro, o custo benefício é bem alto. Comprei no supermercado Enxuto por R$ 6,90 (pouco para uma cerveja diferenciada).
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo Benefício: 4
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