O post de hoje é sobre um dos tipos mais antigos de cerveja. Da época em que o lúpulo ainda não era considerado um componente essencial da cerveja. Mais antiga do que a própria lei alemã da pureza (Reinheitsgebot).
Nessa época, sobras de frutas da estação, já em processo de fermentação natural, eram usadas para dar um sabor extra à cerveja. Isso acontecia também porque não se utilizava leveduras para fazer a fermentação (as bactérias que transformavam o malte em açúcar e álcool eram as próprias das cascas das frutas).
Esse rótulo tem origem em uma vila bem pequena da Bélgica, aproximadamente 100 km a sudoeste de Bruxleas, com aproximadamente 8 mil habitantes. Por isso recebe seu nome: Lembeek.
E ainda hoje, ela é feita da mesma maneira que no passado. Somente as bactérias selvagens do ar de Lembeek são responsáveis por fazer a fermentação inicial da cerveja. Para isso, o mosto é exposto ao ar, através de aberturas nas áreas de fermentação. Por isso, cada lote sai diferente e único. Cada lote representa a pureza e sabedoria da natureza em transformar e criar sabores únicos. No geral, os sabores são secos, ácidos, vínicos e as vezes amargos.
As frutas ainda são adicionadas para trazer sabor, o que cria uma diversão à parte, pois não parece algo "adicionado"... da maneira que é feita, parece que era para ser assim !
A Lindemans é uma das mais tradicionais cervejarias lambic que existem hoje. Ela está funcionando desde 1809, e ainda é controlada pela família. Alem do tipo Framboise, eles fazem mais seis tipos de cervejas, incluindo as Kriek (cereja), Cassis e Maçã.
A Lindemans Framboise recebe suco de framboesas após a fermentação. Ela vem em uma garrafa com rolha de cortição, parecendo um pequeno espumante. Colocada no copo a cor é bem avermelhada, parecendo um rubi. A espuma é de baixa densidade e de difícil formação. Nem parece cerveja.... parece aqueles vinhos com adição de frutas (Keep Cooler).
Colocado o copo perto do nariz, há uma explosão de aromas, totalmente diferentes do que se espera. Nada de lúpulo ou malte... muita framboesa e vinho do porto (um fundo doce). Estupendo !
Na boca, o sabor é ácido e seco, como eu esperava. Mas é bem pouco doce, como eu não esperava (aqui ela se diferencia totalmente dos Keep Cooler). Também quase não há amargor ou gosto de álcool residual. Assim como no aroma, prevalece a framboesa no sabor.
No geral, esse rótulo permite uma experiência diferenciada... bem diferente do que se espera de uma cerveja "normal", e vai surpreender até os que não estão acostumados com cervejas diferentes. Altamente recomendado. Há apenas um ponto não tão bom: o preço geralmente são um pouco altos. No bar que tomei (Melograno) paguei R$48 por 350 ml.
Mas já encontrei aqui em Rio Claro, no Los Compadres, por R$ 19.90. Ainda sim, é um preço alto, mas vale à pena de vez em quando !
Sabor: 5
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: 3
sábado, 22 de setembro de 2012
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Bear Beer Extra Strong
Hoje falaremos do rótulo Extra Strong da marca Bear Beer, da cervejaria Darguner Brewery. Essa cervejaria fica na província de Dargun, bem ao norte da Alemanha, quase na divisa com a Dinamarca (aproximadamente 240 Km de Berlin).
O diferencial dessa cerveja é a enorme quantidade de álcool: 12%. Quase três vezes o que contem uma cerveja normal no Brasil. Ou seja, tomar uma lata dessa cerveja é a mesma coisa que tomar três latas de Skol. Completando que ela só é vendida em latas de 500 ml... dá para ficar bem relaxado !
Para garantir esse teor de álcool, durante o processo de fermentação, açúcar extra (em forma de xarope de glicose) é adicionada ao mosto. Isso aumenta o trabalho da levedura, que produz muito mais álcool do que o normal.
Porém, não somente de álcool essa cerveja é feita. Uma coisa que me chamou muita atenção é que, quando abri e coloquei no copo (tipo flauta, com bojo um pouco mais largo), o aroma de malte espalhou por onde eu estava (e eu estava em um lugar aberto).
Colocando o copo no nariz, o aroma é doce e fermentado. Notas de vinho do porto, farinha de mandioca e frutas cristalizadas (bem no fundo) são trazidos. A cor é âmbar escuro, com leves tons de vermelho. A espuma é pouco densa, de fácil formação, e a carbonetação é média.
Na boca, o primeiro gosto é de álcool... com se fosse uma bebida destilada. É bem forte mesmo. A acidez é leve, mas perceptível. O segundo gosto é bem doce (devido ao xarope de glicose e a fermentação extra da cerveja). O amargor é leve, no final da língua.
No geral, é uma cerveja bem forte... porém não no sabor. O álcool e o açúcar roubam a cena e eu não consegui perceber mais nenhum outro. Não dá para tomar mais de uma... ela é meio enjoativa e de fato, você não vai querer ficar tão bêbado assim com tão pouca cerveja.
Vale experimentar uma, até porque, em Rio Claro, o custo benefício é bem alto. Comprei no supermercado Enxuto por R$ 6,90 (pouco para uma cerveja diferenciada).
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo Benefício: 4
O diferencial dessa cerveja é a enorme quantidade de álcool: 12%. Quase três vezes o que contem uma cerveja normal no Brasil. Ou seja, tomar uma lata dessa cerveja é a mesma coisa que tomar três latas de Skol. Completando que ela só é vendida em latas de 500 ml... dá para ficar bem relaxado !
Para garantir esse teor de álcool, durante o processo de fermentação, açúcar extra (em forma de xarope de glicose) é adicionada ao mosto. Isso aumenta o trabalho da levedura, que produz muito mais álcool do que o normal.
Porém, não somente de álcool essa cerveja é feita. Uma coisa que me chamou muita atenção é que, quando abri e coloquei no copo (tipo flauta, com bojo um pouco mais largo), o aroma de malte espalhou por onde eu estava (e eu estava em um lugar aberto).
Colocando o copo no nariz, o aroma é doce e fermentado. Notas de vinho do porto, farinha de mandioca e frutas cristalizadas (bem no fundo) são trazidos. A cor é âmbar escuro, com leves tons de vermelho. A espuma é pouco densa, de fácil formação, e a carbonetação é média.
Na boca, o primeiro gosto é de álcool... com se fosse uma bebida destilada. É bem forte mesmo. A acidez é leve, mas perceptível. O segundo gosto é bem doce (devido ao xarope de glicose e a fermentação extra da cerveja). O amargor é leve, no final da língua.
No geral, é uma cerveja bem forte... porém não no sabor. O álcool e o açúcar roubam a cena e eu não consegui perceber mais nenhum outro. Não dá para tomar mais de uma... ela é meio enjoativa e de fato, você não vai querer ficar tão bêbado assim com tão pouca cerveja.
Vale experimentar uma, até porque, em Rio Claro, o custo benefício é bem alto. Comprei no supermercado Enxuto por R$ 6,90 (pouco para uma cerveja diferenciada).
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo Benefício: 4
sábado, 25 de agosto de 2012
Edelweiss Hefetrüb Weissbier
O assunto desse post é o maravilhoso rótulo Edelweiss Hefetrüb Weisbier, fabricado pela cervejaria austríaca Kautenhausen, que tem mais de 530 anos de tradição.
No Brasil, esse rótulo é comercializado pelas Cervejarias Heineken, que merece nosso respeito pela ótima lager premium e por propiciar a nós, Brasileiros, a possibilidade de experimentar outros rótulos maravilhosos.
O Edelweiß é uma flor branca que nasce nos Alpes da Europa na região da França, Itália, Suíça, Iugoslávia e Áustria, onde, tradicionalmente, se tornou o símbolo do país. É uma flor de verão de climas temperados, portanto, nasce nas porções mais altas e frias das montanhas.
Existem muitas lendas sobre esta flor. Uma delas diz que um rapaz, quando apaixonado por uma garota, deveria escalar a montanha, numa expedição difícil e arriscada, pegar um edelweiss e trazê-lo para a amada como prova de seu amor. Ainda hoje, no folclore austríaco, as danças e músicas tirolezas fazem referência a esta lenda. *
Como toda boa Weissbier, ela tem uma cor maravilhosa e um sabor complexo, cheio de notas frutadas e divertidas.
Esse tipo de cerveja deve ser servido conforme a tradição: em um copo que caiba todo o volume da garrafa. Geralmente, eu passo um pouco de água no copo antes de servir, para evitar a formação de espuma ao despejar. Nunca se deve despejar todo o conteúdo da garrafa no copo de uma vez. O malte de trigo decanta na fermentação, então um "restinho" (de aproximadamente 1 ou 2 dedos) deve ser deixado na garrafa, para que o que decantou seja misturado novamente.
Quando isso é feito, a cerveja, que tinha uma cor dourada e limpa, passa a ter uma cor amarelada turva e opaca, sendo que o espetáculo da mistura acontece lentamente.
Colocado o copo perto do nariz, a Edelweiss propicia aromas de azeitonas verdes, bananas e laranjas (levemente ácido), com final de lúpulo. A espuma de baixa densidade. Quanto a formação, na maneira de servir, ela só é formada na própria garrafa.
Na boca, o liquido é aveludado e de média densidade. O primeiro sabor é de bananas, bem acentuado, misturado com chiclete de tutti-frutti. O amargor do lúpulo é redondo, não muito forte. Primeiramente, ele vem junto com uma leve acidez, depois sobra só o amargor sóbrio e bem equilibrado. O gosto final é composto do amargor e de um final levemente doce, que completa a complexa experiência da degustação.
Essa cerveja é deliciosa e impressionantemente leve, o que a faz uma ótima pedida para pessoas que ainda não estão acostumados com cervejas diferentes e querem experimentar algo novo. Vai muito bem com carnes (degustei junto com uma fraldinha com bacon na cerveja e arroz carreteiro). O rico sabor levemente adocicado atravessa o sabor forte da Fraldinha e completa a residual doçura do bacon.
Quanto ao custo benefício, fica difícil estimar pois ela é presente, mas em geral é alto, tendo um preço médio de R$ 11 no supermercado.
Por fim, faço uma menção honrosa à minha cunhada, a Mari, por ter me presenteado com essa delícia (e com várias outras coisinhas), e ter nos divertido com sua visita !
* Retirado do blog Das Haus Die Frau
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 5
No Brasil, esse rótulo é comercializado pelas Cervejarias Heineken, que merece nosso respeito pela ótima lager premium e por propiciar a nós, Brasileiros, a possibilidade de experimentar outros rótulos maravilhosos.
O Edelweiß é uma flor branca que nasce nos Alpes da Europa na região da França, Itália, Suíça, Iugoslávia e Áustria, onde, tradicionalmente, se tornou o símbolo do país. É uma flor de verão de climas temperados, portanto, nasce nas porções mais altas e frias das montanhas.
Existem muitas lendas sobre esta flor. Uma delas diz que um rapaz, quando apaixonado por uma garota, deveria escalar a montanha, numa expedição difícil e arriscada, pegar um edelweiss e trazê-lo para a amada como prova de seu amor. Ainda hoje, no folclore austríaco, as danças e músicas tirolezas fazem referência a esta lenda. *
Como toda boa Weissbier, ela tem uma cor maravilhosa e um sabor complexo, cheio de notas frutadas e divertidas.
Esse tipo de cerveja deve ser servido conforme a tradição: em um copo que caiba todo o volume da garrafa. Geralmente, eu passo um pouco de água no copo antes de servir, para evitar a formação de espuma ao despejar. Nunca se deve despejar todo o conteúdo da garrafa no copo de uma vez. O malte de trigo decanta na fermentação, então um "restinho" (de aproximadamente 1 ou 2 dedos) deve ser deixado na garrafa, para que o que decantou seja misturado novamente.
Quando isso é feito, a cerveja, que tinha uma cor dourada e limpa, passa a ter uma cor amarelada turva e opaca, sendo que o espetáculo da mistura acontece lentamente.
Colocado o copo perto do nariz, a Edelweiss propicia aromas de azeitonas verdes, bananas e laranjas (levemente ácido), com final de lúpulo. A espuma de baixa densidade. Quanto a formação, na maneira de servir, ela só é formada na própria garrafa.
Na boca, o liquido é aveludado e de média densidade. O primeiro sabor é de bananas, bem acentuado, misturado com chiclete de tutti-frutti. O amargor do lúpulo é redondo, não muito forte. Primeiramente, ele vem junto com uma leve acidez, depois sobra só o amargor sóbrio e bem equilibrado. O gosto final é composto do amargor e de um final levemente doce, que completa a complexa experiência da degustação.
Essa cerveja é deliciosa e impressionantemente leve, o que a faz uma ótima pedida para pessoas que ainda não estão acostumados com cervejas diferentes e querem experimentar algo novo. Vai muito bem com carnes (degustei junto com uma fraldinha com bacon na cerveja e arroz carreteiro). O rico sabor levemente adocicado atravessa o sabor forte da Fraldinha e completa a residual doçura do bacon.
Quanto ao custo benefício, fica difícil estimar pois ela é presente, mas em geral é alto, tendo um preço médio de R$ 11 no supermercado.
Por fim, faço uma menção honrosa à minha cunhada, a Mari, por ter me presenteado com essa delícia (e com várias outras coisinhas), e ter nos divertido com sua visita !
* Retirado do blog Das Haus Die Frau
Sabor: 4
Aspectos Gerais: 4
Custo Benefício: 5
domingo, 12 de agosto de 2012
Baden Baden Bock
A cerveja tipo Bock é a prova de que cervejas Lager, de baixa fermentação, podem ser tão fortes e saborosas como as cervejas Ale. Esse tipo de cerveja tem origem na Alemanha, na cidade de Einbeck
Geralmente é escura, com forte sabor de malte, pouco amarga (pouco lupulada) e de fato foi criada sendo uma cerveja Ale. Somente no século 17 foi adaptada para a maneira Lager de se fazer cerveja. É historicamente associada a ocasiões especiais como festivais religiosos, e geralmente só podia ser consumida pelos monges.
A Baden Baden Bock vai ao encontro da tradição, adicionando açúcar mascavo na sua composição e maltes importados, que fazem com que ela tenha um sabor balanceado e refinado.
A degustação foi à temperatura pouco menor que a ambiente (10 °C). Isso deve ser feito para que o sabor seja totalmente revelado (o frio adormece as papilas gustativas).
Colocada no copo, sua cor ambar escuro é revelada. Sua espuma é de difícil formação e o líquido aveludado tem média densidade.
No nariz, o aroma é de malte torrado, com fundo doce. Lembra balas toffe, mas quelas que tinham embalagem preta. Mesmo o aroma tem fundo alcoólico.
Na boca, sobressai o sabor adocicado com pouco amargor. Realmente é perceptível que há bem pouco lúpulo na formulação. O final do sabor traz notas leves de anis, com médio residual alcoólico (6,5%)
No geral, é uma cerveja muito boa, porem, eu achei um pouco doce demais. É para se tomar uma e depois partir para alguma cerveja mais lupulada, como uma Heineken ou Stela Artois. Tomei junto com um sanduiche de pastrami com salada, e de fato, ela combina com carnes de sabores fortes (completa o sabor levemente ácido do pastrami).
Recomendo para quando quiser experimentar algo diferente, como início de um jantar aonde não se queria tomar um vinho.
O custo benefício é o mesmo de todas as Baden Baden, paguei R$ 11,90. Acho esse custo benefício alto, pois é uma cerveja que traz um experiência diferente por um preço módico.
Sabor: 3
Aspectos Gerais: 3
Custo Benefício: 4
sábado, 14 de julho de 2012
Bacia Hidrográfica da Cerveja
Faz um tempo que achei esse infográfico na revista Super Interessante, e resolvi postar no Blog. Achei no site Confraria da Birita.
Vou colar aqui em baixa resolução, mas segue o link para download em alta: http://confrariadabirita.com.br/bacia-hidrografica-da-cerveja.html
Vou colar aqui em baixa resolução, mas segue o link para download em alta: http://confrariadabirita.com.br/bacia-hidrografica-da-cerveja.html
Baden Baden Red Ale
Faz algum tempo que estou para falar desse rótulo, atualmente o meu preferido. E como hoje está bem frio em Rio Claro, vou juntar a sede com a vontade de beber.
Essa foi a primeira cerveja especial que eu experimentei, na praia do Guarujá, com meu Pai. Lembro que eu adorei e ele não, pois achou muito forte. Foi dela que nasceu minha vontade de conhecer mais sobre essa bebida. Fico ainda mais feliz de falar dela por ser uma cerveja Brasileira, feita em Campos do Jordão.
Deixei na geladeira para não ficar muito gelada, afinal as papilas gustativas devem estar bem "acordadas" para saborear todas as nuances do sabor e aroma. Comecei a degustação com 1,5 °C, com a esperança que ela chegue a 6 °C (que é a temperatura ideal). Isso é muito quente para uma cerveja tradicional.
Colocada no copo, a cor vermelho escuro predomina. Parece vinho rosé. A espuma é pouco densa, de fácil formação, ainda mais devido à temperatura de servir. O aroma é de rapadura e açúcar mascavo com fundo de banana (mesmo não sendo uma cerveja de trigo). Depois desse aroma, vem os caramelos, o café, e por último, o lúpolo, que segundo o site do fabricante, é herbal.
O aroma é realmente especial, de ficar bastante tempo só sentindo e apreciando. Como eu comecei com a cerveja mais gelada do que o necessário, não tive a preocupação dela "esquentar".
Na boca, o primeiro sabor que aparece é o amargor. Porém, é um amargor equilibrado - já tomei lagers que são mais amargas. Quando o amargor passa, um leve sabor doce complementa, com o lúpulo no fundo. O sabor de alcool é forte também, afinal ela tem 9,2% de alcool (o dobro das cervejas Pilsners normais, como Skol e Bhrama).
O custo benefício é alto. ela custa aproximadamente R$ 11 no supermercado, uma garrafa de 600 ml. Com esse preço, fica na frente de muitas cervejas importadas, que custam ás vezes até duas vezes mais, e não entregam tanto aroma e sabor.
Enfim, é uma cerveja maravilhosa. Porém, quem não está acostumado, vai achar bem forte e amarga, por isso, se for experimentar, tenha a mente aberta !
Sabor: 5
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: 5
Essa foi a primeira cerveja especial que eu experimentei, na praia do Guarujá, com meu Pai. Lembro que eu adorei e ele não, pois achou muito forte. Foi dela que nasceu minha vontade de conhecer mais sobre essa bebida. Fico ainda mais feliz de falar dela por ser uma cerveja Brasileira, feita em Campos do Jordão.
Deixei na geladeira para não ficar muito gelada, afinal as papilas gustativas devem estar bem "acordadas" para saborear todas as nuances do sabor e aroma. Comecei a degustação com 1,5 °C, com a esperança que ela chegue a 6 °C (que é a temperatura ideal). Isso é muito quente para uma cerveja tradicional.
Colocada no copo, a cor vermelho escuro predomina. Parece vinho rosé. A espuma é pouco densa, de fácil formação, ainda mais devido à temperatura de servir. O aroma é de rapadura e açúcar mascavo com fundo de banana (mesmo não sendo uma cerveja de trigo). Depois desse aroma, vem os caramelos, o café, e por último, o lúpolo, que segundo o site do fabricante, é herbal.
O aroma é realmente especial, de ficar bastante tempo só sentindo e apreciando. Como eu comecei com a cerveja mais gelada do que o necessário, não tive a preocupação dela "esquentar".
Na boca, o primeiro sabor que aparece é o amargor. Porém, é um amargor equilibrado - já tomei lagers que são mais amargas. Quando o amargor passa, um leve sabor doce complementa, com o lúpulo no fundo. O sabor de alcool é forte também, afinal ela tem 9,2% de alcool (o dobro das cervejas Pilsners normais, como Skol e Bhrama).
O custo benefício é alto. ela custa aproximadamente R$ 11 no supermercado, uma garrafa de 600 ml. Com esse preço, fica na frente de muitas cervejas importadas, que custam ás vezes até duas vezes mais, e não entregam tanto aroma e sabor.
Enfim, é uma cerveja maravilhosa. Porém, quem não está acostumado, vai achar bem forte e amarga, por isso, se for experimentar, tenha a mente aberta !
Sabor: 5
Aspectos Gerais: 5
Custo Benefício: 5
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Old Engine Oil – Porter
Cervejas Porter são cervejas escuras, originárias da Inglaterra,
no século 18. Descendentes das cervejas escuras, são feitas com muito lúpulo e
malte marrom. É o tipo que originou a cerveja Stout, sendo essas consideras
versões mais fortes que a cerveja Porter.
Originalmente, a cerveja Porter era feita com 100% malte escuro.
Porém, durante o século 18, malte escuros,
embora mais baratos que os maltes Pale, produziam apenas cerca de dois terços de
material fermentado.
Quando o imposto de malte foi aumentado para ajudar a pagar
a guerra napoleônica, os cervejeiros tinham um incentivo para usar menos malte.
A solução foi usar uma proporção de malte claro e adicionar o corante para
obter o tom esperado.
Quando foi aprovada uma lei em 1816 permitindo que apenas
malte e lúpulo para ser usado na produção de cerveja (uma espécie de Reinheitsgebot
inglesa), surgiu o dilema. O problema foi resolvido pela invenção de Wheeler do
malte de quase negros em 1817. Assim, se tornou possível fabricar cerveja
porter de 95% de malte pálido e 5% malte quase negro, embora a maioria dos
fabricantes de cerveja de Londres continuou a usar alguns malte marrom para o
sabor.
A cerveja escocesa Old Engine Oil Porter, feita com lúpulos Galena, Worcester Fuggles e Kent
Goldings, tem esse nome pois o primeiro Mestre-Cervejeiro da Harviestoun
(cervejaria responsável pelo rótulo), Ken Brooker, passou parte de sua vida
fazendo protótipos de madeira para a Ford Motor Company. Essa cerveja preta e
espessa fazia Ken se lembrar do óleo de motores velhos e por isso ele a batizou
em homenagem ao seu segundo amor, o motor de combustão interna.
Colocada no copo, sua cor escura, totalmente pálida, e sua
viscosidade, deixa parecer que é óleo de motor. A espuma é bem densa, e de difícil formação.
Seu aroma é caramelado, de malte torrado, com fundo doce, e
seu líquido, completando a apresentação, é de média densidade.
O sabor tem amargor médio, notas café torrado e chocolate
amargo. Achei um pouco menos amargo que a Guinness, porém mais rico, pois tem
um fundo levemente doce. Tem pouco sabor de álcool residual (6%).
No geral, apesar do nome super divertido, é uma cerveja
interessante para se experimentar. Mas o sabor é forte, por isso, os menos
acostumados vão estranhar um pouco.
O custo benefício não é tão alto... paguei R$14 em uma longneck, na padaria Gaib (a nova), em Rio Claro.
Sabor: 4
Aspecto Geral: 3
Custo Benefício: 3
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