domingo, 1 de julho de 2012

Badger Poacher´s Choice


Resolvi reservar um post para esse rótulo, pois quanto provei, lembrei os motivos por ter começado esse blog e experimentar cervejas diferentes.

Essa cerveja é impressionante!

Colocado no copo, ela tem cor rubi intenso. Um cobre puxado para o vermelho, que nunca tinha visto em nenhuma outra. A espuma é de difícil formação e o líquido é pouco denso.

Mesmo bebendo em copo de plástico (estava em um churrasco), o aroma que surgiu foi realmente memorável. Com estrutura bem doce, amoras, cerejas e ameixas bem marcadas. Fiquei apreciando um bom tempo antes de tomar o primeiro gole, torcendo para que o sabor completasse as notas frutadas do aroma.

Ao colocar na boca, realmente fiquei realizado. O amargor médio do começo é rapidamente substituído por um sabor levemente doce, com as frutas que estavam no aroma. 
Impressionou muito o equilíbrio do nível de açúcar. Uma composição como essa pode ficar ou só na promessa ou então ficar enjoativa. Mas pode-se beber essa cerveja por bastante tempo sem enjoar ou empapuçar.

Essa cerveja realmente valeu à pena. É totalmente indicada para pessoas que querem experimentar algo diferente, mas tem medo de não gostar do sabor e jogar dinheiro fora.

O custo benefício é exponecializado pela entrega – paguei R$ 14 no Empório Folha de Uva, em Rio Claro.

Ele merece a marca Editor´s Choice.

Sabor: 5

Aspecto Geral: 5

Custo Benefício: 4

Badger First Gold


Cada dia que entro em emporiuns no Brasil e vejo cervejas diferentes, fico feliz do mercado estar crescendo e a disponibilidade de novos títulos aumentando.

Já havia experimentado um título da Badger, a Golden Glory. Por ocasião do aniversário do meu grande amigo Tiago (Marrone), comprei outros dois rótulos dessa marca, a First Gold, que vamos falar aqui, e a Poacher´s Choice.

Todas elas são marcas da cervejaria Hall & Woodhouse, e são produzidas desde 1777. Hoje, essa cervejaria é aque mais produz cervejas Ales do Reino Unido e a quarta maior produtora do mundo.

A First Gold usa o exclusivo lúpulo floral inglês First Gold.Colocada no copo, seu aroma é de malte torrado, com fundo doce. Tem um belo floral misturado. Seu líquido é de baixa densidade e a espuma é de fácil formação. Sua cor é cobre pálida, bem transparente. Seu paladar é limpo e ligeiramente picante, com sutis traços de laranja. É bem refrescante. Porém, o sabor não é muito pronunciado. Até o amargor, que é o que mais se sobressai, e bem mais leve do que o normal para Ales.

No geral, achei uma cerveja “charmosa”, boa para tomar em dia quente (quanto bem gelada), e acompanhar alguma sobremesa mais doce (ela vai contrabalancear o sabor). Recomendada!

O custo benefício é interessante, paguei R$ 14 no Empório Folha de Uva, em Rio Claro.


Sabor: 3

Aspecto Geral: 3

Custo Benefício: 4


Duvel


O Diabo... místico, inebriante e sedutor ! Não é à toa que a cerveja desse post empresta o nome desse ser peculiar. Ela é uma cerveja peculiar.

A história dessa cerveja começou no dia 12 de setembro de 1871 quando Jan-Leonard Moortgat, juntamente com a mulher, Maria Hendrika De Block, construiu a cervejaria Moorthgat no centro da cidade de Breendonk, localizada próxima a Bruxelas e Antuérpia na Bélgica. Era uma cervejaria familiar com a produção vendida somente no mercado local.

A história da cervejaria (e da cerveja) começou a mudar no ano de 1918, quando Albert viajou para a Escócia com o objetivo de obter uma amostra da levedura da cerveja McEwan's, que seria empregada na produção de uma nova cerveja semelhante às inglesas, que estavam muito populares nesta época. Segundo a cervejaria, foi Van De Wouwer, um sapateiro e amigo de Albert, que descreveu a cerveja como um verdadeiro diabo (“nen echten Duvel”), isto porque sua graduação alcoólica era extremamente alta, aproximadamente 8.5%. Daí surgiu, em 1923, o nome para a cerveja que passaria a ser conhecida como DUVEL, que em idioma flamenco significa diabo.*

Considerada por muitos a versão definitiva da denominação Belgian Strong Golden Ale, é feita com malte Pilsner e açúcar branco, e com lúpulos Saaz e Styrian Goldins. Há uma particularidade super interessante na produção dessa cerveja, ela é um misto de cerveja lager e cerveja ale.

A fermentação é feita em duas partes. A primeira leva de 4 a 8 dias com a levedura Saccharomyces cerevisiae cerevisiae, à temperatura ambiente (20°C a 26°C). A segunda leva aproximadamente 20 dias, e é feita à baixas temperaturas (-2°C).

Após isso, ela é maturada durante 2 semanas na própria garrafa, com uma adição extra de leveduras, e depois é maturada durante 6 semanas a aproximadamente 5°C.

A degustação deve ser feita à temperatura ambiente (não se deve bebê-la gelada pois isso atrapalha as papilas gustativas a sentir os sabores). Colocada no copo correto, a espuma é pouco densa e de fácil formação. A cor é amarelo brilhante, porém um pouco turvo. O aroma é de lúpulo, com um fundo doce. Ao levar à boca, o líquido é bem pouco denso. Seu sabor é super equilibrado, entre o doce e o amargo, com sabor de álcool devido ao seu alto grau alcoólico.

No geral, é uma cerveja muito boa. Mas achei que ficou faltando algo. Ele á uma cerveja simples, com um final doce. Geralmente, as Golden Ale são aquelas que as cervejarias escolhem para acrescentar sabores diferentes e inusitados á fórmula (vide Baden Baden Golden Ale). Isso faz sentido se você considerar a sua origem (Bélgica). Vale a pena experimentar, mas com certeza, não se tornou uma de minhas favoritas.

Quanto ao custo benefício, acho baixo pois paguei aproximadamente R$25 em um bar, em São Paulo. Há cervejas mais baratas que entregam uma experiência mais memorável.


Sabor: 3

Aspecto Geral: 3

Custo Benefício: 2

* História retirada do site Mundo das Marcas.



domingo, 20 de maio de 2012

Baden Baden 1999 Bitter Ale


Bitter Ale é uma denominação inglesa para o tipo de cerveja mais conhecido como Pale Ale, portanto, é uma denominação exclusiva de lá.

Pale Ales tem a característica singular de levar maltes secos (defumados) com coque (tipo de combustível derivado do carvão betuminoso). Variam muito com relação ao sabor e possuem vários subtipos, como a Ordinary Bitter (com até 4,1 % de álcool e também conhecida como IPA); Regular Bitter (com teor alcoólico variando entre 4,1 % e 4,7%) e Strong Bitter (com teores alcoólicos acima de 4,8%).

Fora da Inglaterra (principalmente nos EUA), o termo Pale Ale é o mais utilizado, ficando reservado para as Bitter a denominação de cervejas com menor teor alcoólico e com menos sabor de lúpulo.

Utilizando a classificação inglesa (e não americana), a Baden Baden apresenta sua Bitter Ale, primeira cerveja produzida por eles, justamente no ano de 1999, quando a cervejaria foi aberta.

É uma cerveja deliciosa, principalmente para ser consumida no inverno. No copo, sua cor é cobre, bem avermelhada. Sua espuma é de fácil formação e longa permanência, mas pouco densa.

O aroma dá indícios de que é realmente uma cerveja especial, feita manualmente. Delicado, de fundo floral, misturando caramelos e vinho do porto. Vale apreciar bastante antes de beber.

O líquido é pouco denso, mas envolve a língua de maneira uniforme. O sabor também é delicado.  O fundo é doce, com notas de caramelos. Ao final, respeitando a denominação Bitter, é pouco amarga (se comparado com outras Ales). Tem um leve sabor de álcool (5,7%) residual.

É uma cerveja muito boa para apreciar com a namorada (geralmente mulheres gostam de bebidas mais doces) e ao mesmo tempo experimentar algo diferente das Pilsen. Por ser bem menos amarga que as Ale comuns e ter um fundo doce, deve agradar. E por ter um teor alcóolico levemente maior, é indicada para o nosso inverno. Tudo isso com as vantagens de uma cerveja artesanal: sabores e aromas surpreendentes.

Tome com calma e não tenha medo que ela esquente. Cervejas desse tipo (ale artesanais) foram feitas para serem tomadas à temperatura ambiente. Quando isso é feito, novos sabores são revelados (cerveja muito gelada amortece as papilas gustativas, dificultando a percepção dos sabores).

O custo benefício é bom também: no super mercado, o preço varia entre R$ 9 a R$ 11 a garrafa de 500 ml.

Sabor: 4

Aspecto Geral: 3

Custo Benefício: 4

Pilsner Urquell


O tipo de cerveja conhecida como Pilsen no Brazil, (ou Pilsner no resto do mundo, ou Pils na Alemanha) é a tipo mais vendido no mundo todo. Estima-se que 9 em cada 10 cervejas sejam desse tipo.

Existem três grandes tipos de Pilsner: as Tchecas tem sabor mais leve enquanto as Alemãs tem sabor mais amargo e as Holandesas sabor mais doce.

Sua origem data do ano de 1842, por uma receita do cervejeiro Josef Groll (conhecido com o pai da Pilsner), como resposta ao descontentamento dos cidadãos da cidade de Pilsen (na região da Bavária, na República Tcheca) com a qualidade da cerveja de alta fermentação (Ale) que estava disponível.

Groll então decidiu fazer a fermentação nas próprias garrafas, em uma caverna, para que ela acontecesse à baixa temperatura. Seguiu também a lei da Bavária (ou lei Alemã da Pureza – Reinheitsgebot, que originalmente obrigava a cerveja ter apenas água, malte de cevada e lúpulo) o que garantiu um líquido claro e com pouco grau alcoólico (totalmente o oposto das cevejas tipo Ale existentes até então).

Aqui vale uma ressalva em relação às cervejas Pilsen brasileiras (Skol, Bhrama, Antártica, etc.) Elas são totalmente diferentes da Pilsner original. Devido ao nosso clima e o padrão do nosso paladar, são adicionados arroz e cereais não maltados à constituição, o que retira quase que todo o amargor original, e deixa a cerveja mais leve ainda.

É sobre essa primeira cerveja criada por Groll que vamos falar hoje. A Pilsner Urquell (em tcheco, o nome é Prazdroj, e o significado é “fonte original”).

Comercializada pela SABMiller, é considera da primeira Pilsner do mundo, a mãe do gênero. Utiliza em sua formulação o famoso lúpulo Saaz que tem um aroma floral e picante e o  malte de cevada de Moravia dá um toque suave e delicado.

No copo, a cor é um amarelo dourado, pálido. O aroma é bem suave, de lúpulo, seco e puro. Tem fundo floral (mas bem pouco). A espuma é de difícil formação, bem pouco densa.  Na boca, o líquido é de média densidade (estava bem gelado, o que aumenta um pouco essa sensação). O sabor é de lúpulo, com amargor moderado para médio. Como era de se esperar não se sente o gosto do álcool.

No geral, é uma cerveja gostosa, sem frescura. Por isso não recomendo para quer tomar uma cerveja “diferente”; recomendo para quem quer tomar uma cerveja de qualidade.  Quem gosta de Heineken ou Stella Artois deve gostar dessa, lembrando que ela tende a ser menos doce. Não tem muita diferença das outras Pilsner tchecas que já foram assunto desse blog (1975 e Bernardo Celebration).

Por fim, considero um custo benefício baixo – a garrafa custa em média R$ 17 (existem cervejas mais baratas que me trouxeram mais diversão).

A foto ao lado é no Pub PHD, no Boulevard do Jardins, em Rio Claro, onde apreciei o rótulo.



Sabor : 3

Aspecto Geral: 3

Custo Benefício: 2

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Badger Golden Glory


A cervejaria familiar artesanal Hall & Woodhouse, fundada em 1777, está localizada na região sudoeste da Inglaterra, em Blandford, no condado de Dorset. Hoje comandada pela quinta geração e líder na produção de cervejas Ales da Inglaterra. Atualmente produz mais de 15 rótulos, todas Ale.

É de lá que vem o fantástico rótulo de hoje. A Badger Golden Glory é produzida com flores de pêssego e maltes especiais. Mas para essa cerveja, quero logo ir para a análise, pois ela é fenomenal!!!!

Colocada no copo a cor dourada, puxado para o mel, te deixa ansioso para a experiência que está por vir. A espuma de fácil formação e densidade média denuncia a alta fermentação na medida certa.

E vem o aroma... Mato molhado quando chove, junto com doce de pêssego em calda com fundo de manjericão.

O aroma é excepcional! Se iguala à Golden Ale que experimentei em Gramado, no Santa Brígida. Por mim, junto com a cerveja Gaúcha, são os melhores aromas de cerveja que eu já senti! Muito perfumado! Lembrei-me dos chicletes Trident sabor Connection Bali Sunrise Fruit, que vem na caixinha preta.

O primeiro gosto é levemente amargo, menos do que normalmente são as Ale. Na verdade, se não soubesse, acharia que ela uma Lager leve, ao estilo das Tchecas. O segundo gosto é de pêssego. Ela é levemente doce, com fundo de bolo. Pouco gosto de álcool (4,5), líquido de média densidade, quase aveludado.

Resumindo, todos que gostam de cerveja, se puderem, devem experimentar esse rótulo. Ele não é tão fácil de achar, e nem tão barato (R$ 18 em média), mas com certeza é uma experiência sensorial única.

Sabor: 5

Aspecto Geral: 5

Custo Benefício: 4

sábado, 7 de abril de 2012

Bernard Celebration


Hoje vou falar sobre esse rótulo lager premium da República Tcheca, presente do meu querido amigo Rafael Marconato.

Segundo o site da sua importadora, a Tarantino, desde que começou a ser produzida, em 1995, essa cerveja é considerada por muitos tchecos a melhor cerveja especial da República Tcheca. Alguns diferenciais são que ela não é pasteurizada (usam um processo de microfiltragem), que sua fermentação final é feita na própria garrafa, durante os últimos 7 dias do processo produtivo e utiliza lúpulos tchecos e água mineral das montanhas da Morávia.

A sua apresentação é luxuosa, em garrafa flip-top e sua cor é dourada com fundo cobre, um pouco fosca. Sua espuma é de fácil formação e baixa densidade.

Seu aroma é bem suave, principalmente constituído por lúpulo. Na boca, ela tem um forte gosto de lúpulo, com um amargor médio-alto. Nada doce!

O primeiro gosto não é tão amargo, mas o gosto residual é bem caprichado, com fundo completo e saboroso.  O líquido é aveludado e bem denso (o que não é comum em cervejas lager).

No geral, é uma cerveja muito boa, sem frescuras. Com gosto de cerveja e nada mais. Boa para tomar várias, pois não empapuça e não enjoa.

Pontuação

Sabor : 3

Aspecto Geral: 3

Custo Benefício: NA -  foi presente ! Hehehe !

PS: foto retirada do site Santa Cerveja (http://santacerveja.blogspot.com.br/2011/08/bernard-celebration.html)